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Tecnologia

Dia do Profissional de TI: Os desafios na área da saúde

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Nunca se falou tanto na importância da tecnologia como no cenário atual. O mercado de tecnologia é um dos que mais cresce no Brasil e no mundo. Novas tecnologias são inventadas a todo instante e as necessidades de negócios também. Estima-se que a demanda de profissionais de TI supere a marca de 800 mil vagas até 2025, isso o torna um dos cargos mais buscados e com chances exponencias de crescimento. Na área da saúde, esta constatação não é diferente.

Vivemos em um período de transformação digital incessante, onde as inovações surgem a cada dia, mas foi especialmente no período da pandemia de Covid-19, que os profissionais de TI foram merecidamente reconhecidos e ganharam os holofotes no enfrentamento à doença. A medida em que as ferramentas tecnológicas garantiram mais eficiência e agilidade aos processos no setor de saúde, o profissional de TI tinha a incrível missão de se adaptar e acompanhar às mudanças exigidas pelo mercado.

O trabalho do profissional de TI tornou-se cada vez mais requisitado na área da saúde. Para garantir mais inteligência aos processos, pudemos acompanhar a evolução em sistemas, surgimento de um grande número de healthtechs, além de profissionais cada vez mais capacitados para atuar no setor. Um dos grandes destaques, sem dúvida, está ligado à telemedicina.

Já é difícil imaginar o futuro da tecnologia em saúde sem mencionar a telemedicina. O advento tecnológico proporciona inúmeros benefícios para os pacientes e agentes de saúde, trazendo mais agilidade e comodidade nos atendimentos, seja em custo, tempo ou deslocamento. Neste sentido, a figura do desenvolvedor de sistemas que trabalha na configuração e adaptação das plataformas digitais é de extrema relevância na aplicação deste serviço, especialmente no cenário do pós-pandemia.

Vale ressaltar ainda que durante a pandemia do coronavírus, o estresse dos profissionais de saúde que atuavam atrás das telas dos computadores era muito grande, buscando viabilizar o recurso assistencial mais adequado aos doentes e contribuindo para salvar inúmeras vidas. Nesta concepção, os técnicos e as ferramentas tecnológicas, como as plataformas voltadas à operacionalização das centrais de regulação, apoiaram estes profissionais, proporcionando mais celeridade e inteligência no suporte e tomada de decisão em relação à distribuição de recursos disponíveis para a assistência à população.

Existem ainda, os desafios da Saúde 4.0, que irão impactar positivamente todo o ecossistema da saúde, com a inclusão de diversas tecnologias, como IoT, IA, Cloud, Impressão 3D, Big Data, entre outras. O objetivo é tornar o paciente cada vez mais, ponto central do processo, possibilitando que ele acompanhe toda a sua jornada na rede hospitalar de forma clara e efetiva, fortalecendo a importância do atendimento humanizado.

E não para por aí. A figura deste especialista ainda é essencial quando abordamos o backstage das empresas, como por exemplo, os analistas de infraestrutura, responsáveis por garantir um tráfego seguro e fluído de todas as informações relacionadas à empresa que atua. Ou seja, o técnico tem como principal objetivo garantir que o sistema tecnológico opere com máxima performance, escalabilidade e eficiência.

Outro assunto relevante na área está ligado à segurança da informação. O profissional de TI precisa estar cada vez mais preparado para enfrentar os desafios e garantir mais segurança jurídica aos sistemas tecnológicos, os chamados “titulares de dados”, além do tratamento das informações de forma ética, responsável e segura. Empresas e profissionais trabalham continuamente na especialização do tema e adequação às medidas estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

É sabido que o mercado de TI está aquecido e deve enfrentar a falta de profissionais para acompanhar este crescimento acelerado. Segundo dados do setor, a previsão é que serão 1 milhão de profissionais a menos do que vagas abertas em 2030. Em 19 de outubro, dia em que celebramos o profissional de tecnologia da informação, é preciso refletir sobre o estímulo da educação digital e o investimento na carreira destes especialistas.

Ser profissional de TI requer muito estudo, curiosidade, habilidade e responsabilidade com o que faz. E na área da saúde, a missão vai além. É preciso ser apaixonado e motivado por viabilizar os recursos e ferramentas essenciais e principalmente, por salvar vidas.


*Gil Matos Rocha é CIO da Duosystem e atualmente lidera projetos de transformação digital na área da saúde. 

Atualidades

Nova ferramenta gratuita de IA auxilia oncologistas e profissionais de saúde no tratamento do câncer

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A oncologia ganha um novo reforço tecnológico com o lançamento da OncoIA, uma plataforma gratuita de inteligência artificial desenvolvida para apoiar oncologistas e profissionais de saúde na análise de dados clínicos e na personalização do tratamento contra o câncer. Criada pelo oncologista Raphael Brandão, a ferramenta integra dados clínicos e biológicos, aumentando a precisão terapêutica e permitindo abordagens mais individualizadas para cada paciente.


OncoIA: inteligência artificial como aliada na oncologia

A OncoIA foi projetada para atuar como um suporte inteligente aos médicos, oferecendo insights baseados em evidências científicas e auxiliando na tomada de decisões terapêuticas.

“A OncoIA foi concebida para ser uma aliada dos médicos, fornecendo informações baseadas em evidências para aprimorar a personalização do tratamento oncológico”, explica Raphael Brandão, fundador da Clínica First e Coordenador de Oncologia da Rede de Hospitais São Camilo, em São Paulo.

Segundo Brandão, a ferramenta busca transformar a prática clínica ao tornar o atendimento mais ágil, eficiente e preciso, contribuindo diretamente para a qualidade da assistência ao paciente.


Tecnologia avançada e usabilidade intuitiva

A plataforma conta com uma interface amigável, facilitando a navegação e o uso por profissionais da saúde. Entre os principais diferenciais da OncoIA, destacam-se:

  • Análise avançada de dados clínicos para suporte à decisão médica.
  • Integração de informações biológicas e genéticas, permitindo tratamentos personalizados.
  • Base de conhecimento atualizada, garantindo acesso a diretrizes médicas e protocolos de referência.

Além da versão web, a OncoIA em breve será disponibilizada em formato de aplicativo, ampliando ainda mais seu alcance e praticidade para médicos e equipes multidisciplinares.


Impacto na oncologia e inovação no atendimento ao paciente

A adoção de inteligência artificial na oncologia tem sido um caminho promissor para aprimorar o tratamento do câncer, ajudando médicos a identificar padrões de resposta terapêutica, prever efeitos adversos e melhorar a precisão das condutas médicas.

A OncoIA reflete um compromisso contínuo com a inovação no setor de saúde, tornando-se uma ferramenta valiosa no suporte ao diagnóstico e no planejamento terapêutico, sem substituir a expertise dos médicos, mas atuando como uma aliada estratégica na assistência ao paciente oncológico.


Conclusão

O lançamento da OncoIA representa um avanço significativo na oncologia, trazendo a inteligência artificial como suporte essencial para decisões médicas mais precisas e personalizadas. Com o objetivo de tornar o atendimento mais eficiente e acessível, a plataforma reforça o compromisso de Raphael Brandão com a inovação na medicina e pode se tornar uma referência no tratamento do câncer no Brasil.


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Mercado de Business Intelligence (BI) na saúde no Brasil deve atingir uma receita projetada de US$ 259,8 milhões até 20301

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Tecnologias como o AeroRemote® Insights, da Konica Minolta, impulsionam eficiência hospitalar, precisão diagnóstica e experiência do paciente

De acordo com a empresa de consultoria e pesquisa de mercado, Grand View Research, o mercado de Business Intelligence (BI) na saúde no Brasil deve atingir uma receita projetada de US$ 259,8 milhões até 2030, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 13,6% entre 2023 e 2030. Esse avanço reflete a crescente digitalização do setor, impulsionada pela necessidade de otimizar processos, reduzir custos e aprimorar a experiência dos pacientes.

A análise de dados em tempo real tem sido uma peça-chave na transformação digital da saúde. Ferramentas de BI e telemetria possibilitam o monitoramento constante de equipamentos médicos, a análise preditiva de demandas hospitalares e a personalização do atendimento ao paciente, garantindo mais precisão nos diagnósticos e eficiência na gestão hospitalar.

“Os dados são hoje um ativo fundamental na saúde, permitindo decisões mais rápidas, precisas e baseadas em evidências. Com a inteligência de dados, os gestores hospitalares podem prever falhas em equipamentos, otimizar fluxos de trabalho e, principalmente, garantir um atendimento mais ágil e eficiente aos pacientes”, afirma Yan Maia, Especialista de Produto da Konica Minolta Healthcare do Brasil.

A transformação digital na saúde não apenas aprimora a capacidade de prever e corrigir falhas antes que impactem os atendimentos, mas também contribui para a otimização de custos. Segundo a McKinsey & Company, a digitalização e o uso de inteligência artificial (IA) no setor podem gerar economias de US$ 200 bilhões a US$ 360 bilhões globalmente, reduzindo desperdícios e melhorando a alocação de recursos2.

“O avanço da inteligência de dados melhora a gestão hospitalar e também tem um impacto direto na qualidade do atendimento. Com ferramentas analíticas avançadas, profissionais de saúde conseguem identificar padrões e tendências que permitem a detecção precoce de doenças, reduzindo complicações e melhorando os desfechos clínicos”, complementa Maia.

Diante desse cenário, ampliar o acesso a tecnologias de BI e telemetria na saúde no Brasil é essencial para garantir um sistema mais eficiente, acessível e preparado para os desafios do futuro

Sobre a Konica Minolta

A Konica Minolta Healthcare do Brasil é pioneira em inovação, dando forma às ideias através de tecnologias avançadas de diagnóstico por imagem. Nós colaboramos com nossos clientes para moldar um futuro mais brilhante e trazer inovação para a saúde. Nossa visão é contribuir para uma sociedade melhor.

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Implante cerebral para melhora do humor será testado no Reino Unido

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Um novo horizonte para o tratamento de distúrbios psiquiátricos pode estar se abrindo: um implante cerebral projetado para modular o humor e aliviar quadros de depressão resistente foi anunciado para testes no Reino Unido. O dispositivo, que funciona a partir de estímulos elétricos direcionados, promete oferecer uma alternativa a pacientes que não respondem adequadamente a medicamentos e terapias convencionais.

Como o implante cerebral funciona

O dispositivo emprega estimulação cerebral profunda (DBS, na sigla em inglês), técnica já utilizada em casos de Parkinson e distúrbios de movimento. Seu objetivo é estimular, de forma contínua ou intermitente, regiões específicas do cérebro associadas à regulação emocional. Dessa forma, o sistema busca “ajustar” a atividade neuronal, ajudando a equilibrar a produção e a transmissão de neurotransmissores que influenciam o humor, como a serotonina e a dopamina.

Principais características do implante:

  • Localização precisa: Pequenos eletrodos são implantados em áreas específicas, mapeadas com técnicas de imagem avançada.
  • Feedback em tempo real: Alguns sistemas de DBS contam com sensores internos, capazes de medir a atividade cerebral e ajustar a intensidade do estímulo conforme as necessidades do paciente.
  • Controle externo: Profissionais de saúde podem programar e monitorar as configurações do dispositivo por meio de um controlador externo, permitindo ajustes graduais até encontrar a dosagem ideal de estímulo.

Potenciais benefícios e indicações

  1. Depressão resistente ao tratamento: Muitos pacientes não alcançam melhora satisfatória apenas com antidepressivos, psicoterapia e outras intervenções. O implante poderia diminuir sintomas de depressão crônica e pensamentos suicidas.
  2. Rapidez de resposta: Enquanto medicamentos podem levar semanas para surtir efeito, os estímulos cerebrais podem apresentar respostas perceptíveis em menos tempo, embora o ajuste de parâmetros seja contínuo.
  3. Diminuição da carga de medicamentos: Uma resposta eficaz ao implante pode reduzir a necessidade de múltiplos remédios, que frequentemente causam efeitos colaterais indesejados.

Desafios e preocupações

  • Natureza invasiva: O procedimento cirúrgico de implante é delicado e requer experiência neurológica especializada. Há risco de infecção e complicações relacionadas à implantação de eletrodos no tecido cerebral.
  • Custos e acesso: Por se tratar de tecnologia de ponta, o implante pode ter custos elevados, dificultando a ampla disponibilidade.
  • Ética e privacidade: A possibilidade de influenciar diretamente o estado mental de um indivíduo suscita debates sobre consentimento, autonomia e o risco de manipulação do comportamento.
  • Regulamentação rigorosa: Agências de saúde como a MHRA (no Reino Unido) e a FDA (nos EUA) devem acompanhar de perto os testes para garantir a segurança e avaliar os resultados clínicos antes de uma possível liberação comercial.

Próximos passos e expectativas

Os ensaios clínicos no Reino Unido vão envolver pacientes voluntários diagnosticados com depressão resistente grave, selecionados conforme critérios médicos e psicológicos. Caso os resultados mostrem eficácia e baixo índice de efeitos adversos, a tecnologia pode abrir perspectivas para o tratamento de outros transtornos psiquiátricos, como ansiedade crônica e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Ao longo dos testes, pesquisadores analisarão a resposta dos voluntários em diferentes intervalos de tempo, observando o impacto na qualidade de vida, na interação social e no retorno às atividades diárias. No contexto de um crescimento significativo dos casos de transtornos mentais no mundo, sobretudo após períodos de crise global, o avanço de terapias neuromoduladoras pode representar um passo crucial em direção a cuidados mais abrangentes e eficazes.


Fonte: Época Negócios – Implante cerebral capaz de melhorar o humor será testado no Reino Unido

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