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Negócios

Hilab foca no atendimento ao paciente oncológico e anuncia primeira parceria no setor

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Em linha com seu novo posicionamento, a startup fecha acordo com o Centro Integrado de Oncologia de Curitiba (CIONC), que atende cerca de mil pacientes por mês

A Hilab – healthtech especializada em testes diagnósticos rápidos e remotos – acaba de firmar parceria com o Centro Integrado de Oncologia de Curitiba (CIONC), um dos principais centros dedicados aos cuidados ao paciente oncológico no Brasil.

“A novidade é mais um passo em linha com nosso novo posicionamento no mercado de saúde suplementar e privada, marcando presença em importantes instituições e beneficiando cada vez mais pessoas”, comemora Antonio Vazquez, diretor de novos negócios da startup. “Essa parceria é apenas a primeira de muitas outras que virão, uma vez que o setor já reconhece que nossos serviços permitem oferecer uma solução que preza pelo bem-estar do paciente, associando tecnologia de ponta, usabilidade e velocidade na entrega dos resultados”, complementa.

Ainda de acordo com o executivo, a Hilab irá disponibilizar aos pacientes do centro seu novo hemograma completo, que, além de contar com a avaliação de especialistas em análises clínicas, utiliza a Inteligência Artificial para análise com apenas algumas gotas de sangue coletadas da ponta do dedo e resultados em até 30 minutos. 

“Pacientes oncológicos em quimioterapia precisam fazer exames de sangue regularmente para checar se podem ou não realizar a infusão da quimioterapia e monitorar seus efeitos colaterais”, explica Dr. Bernardo Almeida, diretor médico da Hilab. Segundo o médico, para o tratamento, é necessário analisar os parâmetros, como contagem de plaquetas e a verificação da existência ou não de neutropenia, anemia ou outro quadro que impeça a realização da quimioterapia naquele dia. Em poucos minutos, é possível ter os resultados e laudos assinados – ao contrário do que acontece em um laboratório convencional, que entrega o resultado em 12 horas em média.  

Nesse primeiro momento, além do exame de sangue, também será oferecido o teste de creatinina, que avalia a função renal. Para o início das operações da Hilab no CIONC, a startup irá oferecer todo o suporte necessário, com treinamentos presenciais e à distância, e atendimentos realizados tanto por profissionais Hilab, como por pessoas que atuam no próprio centro. 

“O diagnóstico em si nunca é fácil para o paciente. Com exames invasivos, a experiência dele acaba sendo ainda mais desconfortável e difícil. Com a nossa solução minimamente invasiva, é possível proporcionar mais conforto a ele e a seus familiares”, afirma o doutor. De acordo com ele, o novo hemograma da Hilab proporcionará uma mudança direta na jornada do paciente, com mais facilidade, conveniência e rapidez nos resultados. “O que faz toda a diferença, principalmente para o paciente oncológico”, explica. Para se ter uma ideia, atualmente, o tempo entre a requisição, coleta e resultados de um paciente com tratamento quimioterápico é de 24h a 72h. É o tempo necessário para planejamento do próximo ciclo de tratamento. Agora, é possível que esse processo dure menos de 1h, permitindo que a consulta, exame e infusão da quimioterapia aconteçam no mesmo local.

O câncer é a 2º maior causa de mortes no mundo, com mais de 15 milhões de pessoas convivendo com a doença em todo o planeta.

Espaço Hilab

Recentemente, a Hilab inaugurou seu primeiro ponto físico no Brasil, também em Curitiba (PR). A empresa que já atua com o modelo de serviço remoto em farmácias, clínicas, consultórios e hospitais, contará agora com o Espaço Hilab, dentro do Centro Médico MAB.

O objetivo da Hilab é oferecer seus serviços para cada vez mais pessoas, auxiliando na mudança do cenário laboratorial do país, com mais agilidade, eficiência e praticidade. “Nosso intuito é estarmos presentes em todo o Brasil, contribuindo para democratizar o acesso à saúde”, finaliza Vazquez.

Sobre o Centro Integrado de Oncologia de Curitiba (CIONC)

O CIONC atua desde 2005 no tratamento do câncer com o objetivo de atender ao paciente de forma integral, reunindo um corpo clínico especializado e multidisciplinar em uma estrutura confortável e moderna. Seu compromisso é oferecer um serviço qualificado na área de Oncologia, mantendo segurança, eficiência e confiança em todas as frentes, a fim de garantir a satisfação do cliente, com excelência no atendimento e aprimoramento das atividades, por meio da tecnologia, capacitação profissional, qualidade, responsabilidade, ética e humanização para seus pacientes.

A estrutura do Centro envolve nove consultórios médicos, com 11 poltronas e quatro leitos para aplicação de medicamentos, além de duas farmácias: uma clínica e outra de manipulação, que atendem a padrões internacionais de qualidade. Ao todo, são atendidos cerca de mil pacientes por mês no espaço. 

Sobre a Hilab 

A Hilab é uma das principais healthtechs brasileiras que nasceu com o propósito democratizar o acesso à saúde ao redor do mundo. Especialista em Testes Laboratoriais Remotos (TLR), oferece um serviço de análise prático e rápido, combinando inovação, tecnologia de ponta e o suporte de um time de profissionais capacitados. Por meio do uso da Inteligência Artificial, os resultados dos testes são submetidos a um processo de dupla verificação e trazem laudo assinado por especialista, em poucos minutos. 

Como não necessita de logística no transporte das amostras biológicas, já que tudo é feito de modo 100% digitalizado e remoto – a quilômetros de distância do laboratório central – a Hilab consegue levar saúde a quem precisa, independentemente de classe social ou local em que reside. Com especialistas em tecnologia e epidemiologia e uma metodologia rigorosa de validação e qualidade, a startup conseguiu transformar a espera de horas por resultados de exames como gravidez, Covid-19, e mais recentemente, um hemograma, em apenas alguns minutos, o que faz toda a diferença para a saúde dos pacientes. A empresa atua em instituições de saúde e clientes como farmácias, clínicas, consultórios médicos e hospitais – nos setores público e privado – em todas as regiões do Brasil, entregando resultados de alta confiabilidade e inteligência de dados. 

Atualidades

Unimed Nacional em crise: operadora receberá aporte de R$ 1 bilhão para reforçar sustentabilidade

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A Unimed Nacional, uma das principais operadoras de planos de saúde do país, atravessa um momento de instabilidade financeira que chamou a atenção tanto do mercado quanto dos órgãos reguladores. Em meio a essa crise, a empresa se prepara para receber um aporte estimado em R$ 1 bilhão, valor que deve ajudar a reequilibrar as contas, ampliar sua capacidade de atendimento e manter a confiança de investidores, clientes e médicos cooperados.

Entenda a crise na Unimed Nacional

A situação financeira delicada da operadora foi agravada pelo aumento expressivo de custos assistenciais, especialmente após a pandemia de Covid-19, bem como por reajustes de planos e desequilíbrios atuariais em determinadas carteiras. Essas questões se somaram a desafios de governança e à necessidade de melhorar a sinergia entre as diversas unidades regionais da Unimed espalhadas pelo país.

Principais fatores que contribuíram para o cenário atual:

  • Crescimento dos custos de procedimentos de alta complexidade e de internações prolongadas.
  • Dificuldades na gestão de sinistralidade, principalmente em contratos coletivos empresariais.
  • Questões de governança, já que a Unimed Nacional precisa alinhar interesses de diferentes cooperativas estaduais e locais.
  • Suscetibilidade às variações econômicas e políticas de saúde, incluindo possíveis impactos regulatórios definidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O aporte de R$ 1 bilhão e seus objetivos

A capitalização de R$ 1 bilhão, anunciada pela gestão da Unimed Nacional, tem como meta principal melhorar a saúde financeira da operadora. Com isso, espera-se:

  1. Reestruturação de passivos: Negociação de dívidas e reorganização da estrutura de financiamento para reduzir encargos e alongar prazos de pagamento.
  2. Fortalecimento de reservas técnicas: A injeção de recursos deve aumentar a capacidade da empresa de honrar compromissos com prestadores, fornecedores e clientes, reforçando a sustentabilidade das operações.
  3. Investimentos em modernização e tecnologia: Para controlar sinistralidade e aprimorar o atendimento, a Unimed Nacional deve intensificar o uso de ferramentas de telemedicina, prontuários eletrônicos integrados e sistemas de inteligência de dados, otimizando custos e processos.
  4. Ampliação da rede e melhoria de serviços: Parte dos recursos pode ser direcionada para ampliar a rede de atendimento e aperfeiçoar a experiência do paciente, garantindo maior satisfação e fidelização.

Possíveis impactos no mercado de saúde suplementar

A Unimed é referência no segmento de cooperativas médicas, reunindo milhares de profissionais de saúde no Brasil. Consequentemente, seus movimentos financeiros e estratégicos têm repercussões além de suas próprias fronteiras.

  • Estabilidade do setor: Uma eventual recuperação sólida da Unimed Nacional pode trazer mais previsibilidade ao mercado de planos de saúde, evitando temores de quebra ou intervenção pela ANS.
  • Concorrência e consolidação: O aporte bilionário reforça a necessidade de manter competitividade frente a outras grandes operadoras privadas, que buscam aquisições, fusões ou estratégias de verticalização para diluir custos.
  • Diálogo com a regulação: A ANS deve acompanhar de perto os desdobramentos do processo de recuperação, avaliando a solvência, as garantias assistenciais e os indicadores de qualidade assistencial para assegurar o cumprimento das normas do setor.

Desafios futuros para a Unimed Nacional

Apesar de o aporte financeiro trazer alívio no curto prazo, alguns desafios estruturais permanecem no horizonte da operadora:

  1. Eficiência na gestão de custos: Será fundamental aprimorar contratos com hospitais, laboratórios e prestadores de serviços, além de intensificar programas de saúde preventiva para reduzir o uso desnecessário de procedimentos de alta complexidade.
  2. Governança e unidade de estratégia: A rede Unimed, por ser composta por diversas cooperativas regionais, precisa alinhar diretrizes comuns, evitando fragmentação administrativa e redundâncias.
  3. Foco na experiência do beneficiário: Em um setor cada vez mais competitivo, oferecer agilidade de atendimento, precisão nos diagnósticos e uma rede ampla e de qualidade pode ser o diferencial para reter e atrair clientes.
  4. Inovação e parcerias: A adoção de inovações tecnológicas, parcerias com startups de saúde e projetos de medicina digital podem ajudar a reduzir custos e melhorar o cuidado ao paciente.

Conclusão

O anúncio de um aporte de R$ 1 bilhão na Unimed Nacional é um marco importante no processo de reestruturação da operadora. Para além de equilibrar o caixa e regularizar passivos, o objetivo é posicionar a empresa em um novo patamar de governança, eficiência e satisfação dos usuários. Esse movimento pode não apenas garantir a sobrevivência da cooperativa, mas também oferecer um sinal positivo ao mercado de saúde suplementar como um todo, indicando que, com planejamento e investimentos adequados, é possível enfrentar momentos de crise e construir modelos de gestão mais sustentáveis.

Fonte: Valor – Em crise, Unimed Nacional terá aporte de R$ 1 bilhão

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Atualidades

Healthtech Mevo capta R$ 110 milhões em Série B

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Mevo, healthtech brasileira especializada em prescrições digitais, captou R$ 110 milhões em sua série B. O aporte teve como principal investidor a Matrix, tradicional fundo de venture capital sediado em São Francisco, na Califórnia, que já investiu em empresas como a Apple e FedEx  quando ainda estavam começando, e teve a participação da Jefferson River Capital, family office de Hamilton E. James, ex-presidente da Blackstone e atual presidente do conselho da Costco.

Neste ano, a healthtech – que aplicará os recursos recém captados no avanço tecnológico e desenvolvimento de novos produtos – deve superar a marca de 10 milhões de brasileiros atendidos com prescrições eletrônicas e outras soluções digitais.

“Esse investimento não é apenas um voto de confiança em nosso modelo de negócios, mas também um passo crucial para acelerarmos a adoção da prescrição eletrônica no Brasil. Ainda existem muitas instituições de saúde e médicos que não têm acesso a essa tecnologia, e nosso objetivo é desenvolver a melhor solução do mercado para alcançá-los”, comenta Pedro Dias, fundador e CEO da Mevo, que já atende instituições como o Sírio-Libanês, Rede D’Or São Luiz e Oncoclínicas.

Reconhecida por sua expertise em identificar e apoiar startups inovadoras, a Matrix escolheu a Mevo como seu primeiro investimento no Brasil e o segundo, depois de mais de 13 anos, na América Latina. A Matrix possui US$ 2,2 bilhões em Assets Under Management (AUM) e a chegada ao Brasil reforça seu compromisso em apoiar o ecossistema de inovação onde quer que esteja.

“Temos a convicção de que, na próxima década, a prescrição manuscrita será algo do passado. Nosso foco é trazer mais segurança, transparência e qualidade para pacientes e profissionais de saúde, e este investimento nos permitirá continuar perseguindo esse sonho com ainda mais determinação”, completa Pedro.

Anteriormente, a Mevo já havia realizado outras captações seed e série A, entre 2019 e 2022, totalizando aproximadamente R$ 100 milhões levantados, que contaram com a participação de investidores como Floating Point, fundo de venture capital sediado em NY, IKJ Capital, FIR Capital, além de representantes de grupos e famílias de referência como a LTS Investments, dos fundadores do 3G Capital, Paul Fribourg, da Continental Grain Company, e a família Martins do Grupo Martins e Tribanco, entre outros.

Recentemente, a empresa foi selecionada para participar da 4ª turma do Programa Emerging Giants, uma parceria entre o Distrito e a KPMG, para apoiar os próximos passos estratégicos de startups em rápido estágio de crescimento e já consolidadas em seus mercados.

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Saúde suplementar registra queda em maior parte dos procedimentos

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Com o objetivo de descobrir por que os custos da saúde suplementar vêm aumentando, a 3ª Edição do Balanço Observatório Anahp, publicação trimestral com o panorama financeiro e operacional do setor, apresenta entre os dados, um levantamento específico para o período de 5 anos, de 2019 a 2023. Os números apontam que não houve elevação no uso por beneficiário, e sim uma queda na maior parte dos procedimentos.

Hoje, os usuários de planos de saúde realizam menos consultas médicas e internações do que em 2019. O aumento de custos, mostram os números, ocorre pelo crescimento dos beneficiários e pelo descontrole em itens específicos como exames e terapias.

“A busca por eficiência e o combate ao desperdício precisam partir de uma avaliação técnica, e é isso que buscamos ter com estes números referentes aos últimos 5 anos e que foram analisados do ponto de vista financeiro e operacional”, destaca Antônio Britto, diretor-executivo da Anahp.

Do ponto de vista do custo com os procedimentos cobertos pelos planos de saúde, as terapias e outros atendimentos ambulatoriais cresceram 40% e 31%, em valores reais, respectivamente; e as despesas com consultas médicas baixaram 1%, aplicado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para deflacionar esse valor.

No que se relaciona especialmente às operadoras, dados do segundo trimestre de 2024 mostram um cenário econômico favorável. Os números parciais indicam que o mercado de saúde suplementar vem garantindo algum resultado ou atenuando déficits de sua operação em função do resultado das aplicações financeiras, como aconteceu em 2023 .

Contudo, o indicador de prazo médio de recebimento, que expressa a quantidade média de dias em que o hospital recebe pelo serviço prestado, o prazo segue elevado (cerca de 65 dias) e, sugere dificuldade de negociação entre hospitais e operadoras, com contas hospitalares que levam meses para serem pagas; o que traz maior dificuldades aos hospitais para manutenção de seu fluxo de caixa.

Houve também uma mudança nas provisões técnicas, que são valores contabilizados no passivo da operadora que refletem as obrigações esperadas decorrentes da operação de plano de saúde. Como se pode ver no gráfico abaixo, a PEONA (Provisão para eventos ocorridos e não avisados), passou o PESL (Provisão de eventos/sinistros a liquidar), fato que não ocorria há quatro anos. Isso aponta que as operadoras estão provisionando mais do que antigamente.

O Balanço Observatório Anahp traz dados econômico-financeiros do setor da saúde suplementar é resultado de desdobramento do Observatório Anahp, e para seu conteúdo há duas fontes básicas de dados: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Sistema de Indicadores Hospitalares da Anahp. Os números contam com a análise da consultoria Arquitetos da Saúde.

Créditos: https://medicinasa.com.br/3-observatorio-anahp/

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