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Com Norte Ventures, Omni Saúde faz terceira rodada em menos de dois anos e chega a R$ 16 milhões captados

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Healthtech já tem mais de 15 mil planos de medicamentos vendidos e pretende dobrar o número de vidas até o fim do ano, chegando a quase R$ 10 milhões de receita anual

Omni, única plataforma digital de planos de medicamentos que funciona em qualquer farmácia do Brasil, dá as boas vindas ao fundo de investimentos Norte Ventures e anuncia sua terceira rodada em menos de dois anos de atuação no mercado de saúde. A investidora entra para agregar na estratégia de futuras rodadas de capital, com grande know how neste segmento. 

A startup não divulga seu valor de mercado, mas confirma que foi um valuation igual ao praticado na época da entrada da Greenrock, que aportou 10 milhões de reais, em maio deste ano. 

A Omni Saúde foi fundada em maio de 2023 pelo empreendedor do ramo da saúde, Fernando Domingues, cofundador da Conexa Saúde, maior plataforma independente de Telemedicina da América Latina e Ecossistema de Saúde Digital, e da Cannect Life, marketplace de cannabis medicinal que já levantou mais de 30 milhões de reais, e por Leopoldo Veras, profissional com mais de 25 anos de experiência em gestão de saúde e passagens por operadoras de planos de saúde, healthtechs, administradoras de benefícios e operadoras de planos de medicamentos.

Considerada a primeira empresa a oferecer um plano de medicamentos que funciona em qualquer farmácia do Brasil, com custo médio de R$ 25 por colaborador, a Omni tem como objetivo tornar o benefício indispensável para o setor de RH de empresas de diferentes setores, proporcionando um papel fundamental na democratização ao acesso de medicamentos. Com foco voltado para a experiência do usuário, a empresa já tem mais de 15 mil planos de medicamentos vendidos, representando um crescimento triplo só no primeiro trimestre de 2024, se comparado ao ano passado. A Omni pretende dobrar o número de vidas no segundo semestre, chegando a 50 mil, o que resultaria em uma receita anual de perto de R$10 milhões. Desenvolvida para atender colaboradores de empresas de médio e grande porte, a healthtech já conta com diversos clientes de renome como, Dasa, Spoleto, Alper Seguros, Qualicorp, Riachuelo, Vitta/Stone, entre outros.

“Este investimento nos permitirá fortalecer nossas operações internas, otimizar processos e investir ainda mais na saúde dos colaboradores de nossos clientes. A capacidade de expandir nossa equipe e implementar tecnologias avançadas é essencial para manter nossa posição de liderança e atender às crescentes demandas do mercado”, comenta Fernando Domingues, cofundador e CEO da Omni. “Sabendo do interesse da Norte Ventures em coinvestir em empresas com alto potencial de crescimento, esta captação chega para potencializar nosso compromisso em proporcionar avanços significativos para enfrentar os desafios do setor de medicamentos e revolucionar a assistência farmacêutica. A parceria com a Norte é um testemunho da confiança em nossa visão e no impacto transformador que nossas tecnologias podem ter na saúde e no bem-estar das pessoas”, complementa.

“Conhecemos o Fernando desde a Cannect e Conexa e ele reuniu um time muito impressionante na Omni. A empresa ataca uma dor relevante, levando em consideração o alto número de doentes crônicos no Brasil e a falta de cobertura dos planos de saúde para esse tipo de gastos. Com uma proposta de valor e produto superiores e tração expressiva, a decisão de investir foi relativamente ‘fácil’. Por fim, estamos felizes em co-investir novamente com a Greenrock, que traz uma validação muito forte no setor de saúde”, afirma Pedro Teo, parceiro da Norte Ventures.

Para preencher essa lacuna da assistência farmacêutica no sistema de saúde suplementar brasileiro, a healthtech trabalha também por intermédio da promoção da informação e da ampliação da consciência do paciente e de todo o ecossistema sobre o consumo racional e seguro de medicamentos, bem como reforçando a importância da adesão ao tratamento, principalmente em casos de doenças crônicas, além dos perigos da automedicação. 

A empresa ainda conta com investidores-anjo, como Jaime de Paula, fundador da Neoway, Massanori Shibata Jr, CEO do Dr. Consulta, cofundador e controlador das marcas Spoleto, Paulo Yoo, diretor de ecossistema e inovação do Dr. Consulta, e Jorge Oliveira, diretor executivo da Unimed Nacional.

Em junho de 2023, a Omni recebeu investimento seed de R$5 milhões, liderado pela VEC Investments. 

Sobre a Omni Saúde

A Omni é a única plataforma digital de planos de medicamentos que funciona em qualquer farmácia do Brasil. Fundada em 2023 pelo empreendedor Fernando Domingues e pelo especialista em gestão de saúde, Leopoldo Veras, a startup busca democratizar o acesso consciente e seguro a medicamentos. A Omni captou R$15 milhões em menos de 10 meses de operação, de investidores como Greenrock e VEC Investments e conta com executivos renomados do ramo da saúde como investidores-anjo, como Jorge Oliveira, diretor executivo da Unimed Brasil, Massanori Shibata Jr, CEO do Dr. Consulta, Dr. Paulo Yoo, diretor de ecossistema e inovação do Dr. Consulta, além de Mário Chady, presidente das marcas Spoleto, Gendai e Koni, Léo Tristão, ex-diretor de empresas como Google, Facebook e Airbnb, e Jaime de Paula, fundador da Neoway.

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Cresce de forma preocupante o uso de medicamentos controlados no Brasil, alerta estudo nacional

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Consumo sem prescrição médica é impulsionado por automedicação, mercado paralelo e banalização de substâncias perigosas; mulheres e adolescentes são os mais afetados.

O Brasil está enfrentando um preocupante aumento no consumo de medicamentos controlados, muitos deles adquiridos sem receita médica. O alerta vem de um levantamento nacional conduzido pela Universidade Federal de São Paulo, em parceria com o Ministério da Justiça, que aponta um crescimento expressivo no uso de analgésicos opioides, tranquilizantes e estimulantes — especialmente entre mulheres e adolescentes.

Segundo o estudo, o uso de benzodiazepínicos, medicamentos tranquilizantes geralmente indicados para tratar ansiedade e insônia, atingiu 14% da população brasileira em 2023, com ou sem prescrição médica. Em 2012, o índice era de 9,8%. Já o consumo de analgésicos opioides, como morfina e fentanil, utilizados para tratar dores intensas, teve um aumento superior a oito vezes no mesmo período.

A popularização do uso recreativo ou desregulado dessas substâncias está ligada a uma série de fatores: pressão por desempenho, facilidade de acesso via internet e redes paralelas de distribuição, e a crença equivocada de que esses medicamentos são inofensivos.

Para o psiquiatra Luiz Gustavo Zoldan, do Hospital Israelita Albert Einstein, o uso correto dessas drogas tem papel essencial na saúde. “São medicamentos extremamente relevantes quando bem indicados. Opioides aliviam dores agudas, tranquilizantes auxiliam no controle da ansiedade, e os estimulantes tratam quadros de TDAH”, explica. No entanto, ele alerta: o uso contínuo e sem acompanhamento pode gerar dependência, convulsões e até levar à morte.

Um caso emblemático é o da modelo Maria Luiza Vilhena, que enfrentou uma dependência severa por seis anos. “Minha psiquiatra disse que não sabe como eu sobrevivi às doses. A abstinência foi um verdadeiro inferno”, conta. Após um ano de reabilitação, ela conseguiu retomar sua vida, mas alerta para os riscos da automedicação.

O impacto da banalização dessas substâncias já começa a ser considerado um problema de saúde pública, e o governo federal está atento à ameaça de que o Brasil repita a epidemia de opioides enfrentada pelos Estados Unidos. Lá, mais de 100 mil pessoas morreram por overdose em um único ano.

A secretária nacional de Política sobre Drogas, Marta Machado, reforça a importância da prevenção e do controle rigoroso: “O governo está empenhado em evitar uma tragédia como a que ocorreu no hemisfério norte. É fundamental fortalecer a regulação sobre o mercado lícito, controlar prescrições e ampliar campanhas de conscientização para a população”.

Os dados preliminares também revelam que quase 5% dos adolescentes brasileiros já usaram calmantes sem receita e que uma em cada cinco mulheres já fez uso de tranquilizantes, com ou sem prescrição médica. Para especialistas, os números reforçam a urgência de políticas públicas que equilibrem o acesso ao tratamento com o combate ao uso indevido.

O relatório completo será divulgado nos próximos meses, e deve servir de base para uma nova estratégia nacional de regulação, prevenção e educação sobre o uso de medicamentos controlados no país.

Fonte: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/04/01/uso-de-medicamentos-controlados-comprados-muitas-vezes-sem-prescricao-medica-tem-crescimento-alarmante-no-brasil.ghtml

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USP lidera avanço científico nacional com coordenação de 26 novos INCTs

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A Universidade de São Paulo reafirma sua posição de protagonismo na ciência brasileira ao liderar mais de 21% dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia selecionados na nova chamada do CNPq.

A Universidade de São Paulo (USP) foi selecionada para coordenar 26 dos 121 novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) aprovados na chamada mais recente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O resultado preliminar foi divulgado no dia 20 de março e representa um marco na história do programa, com um volume recorde de recursos e número de propostas submetidas.

Somente no estado de São Paulo, 37 projetos foram aprovados — o que coloca a USP à frente, com mais de 70% da representatividade paulista e 21% de todos os institutos selecionados nacionalmente. A iniciativa, que contará com investimento total de R$ 1,45 bilhão, visa fomentar pesquisas interdisciplinares de impacto e criar redes cooperativas entre universidades e centros de excelência no Brasil e no exterior.

Segundo o presidente do CNPq, Ricardo Galvão, professor do Instituto de Física da USP, essa é “uma das chamadas mais robustas da história do programa”, com investimentos cinco vezes maiores que na edição anterior e aumento do teto de financiamento para até R$ 15 milhões por proposta.

“A participação da USP reflete a qualidade da nossa pesquisa e seu comprometimento com temas estratégicos para o enfrentamento de problemas sociais”, destacou o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior, ressaltando ainda o alinhamento com a política institucional da universidade, voltada à colaboração entre centros interdisciplinares.

Temas estratégicos: IA, saúde e sustentabilidade

Entre os novos institutos coordenados pela USP, destacam-se projetos voltados à inteligência artificial, saúde pública e prevenção de catástrofes ambientais. Um dos exemplos é o INCT em Inteligência Artificial para o Bem Social, liderado por André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC). A iniciativa buscará soluções baseadas em IA para desafios relacionados à inclusão, saúde, cidadania e sustentabilidade, reunindo 80 pesquisadores de todo o Brasil — 40% deles mulheres — e unidades da USP como a Poli, EESC, MAC, EACH e HCFMUSP.

Outro destaque é o INCT “Prev-AVC”, coordenado pela professora Suely Kazue Nagahashi Marie, da Faculdade de Medicina da USP. O projeto tem como objetivo rastrear fatores de risco e implementar protocolos de tratamento para hipertensão, diabetes e dislipidemia, a fim de reduzir a mortalidade por AVC. Também buscará biomarcadores em vesículas extracelulares, com colaboração de instituições internacionais dos Estados Unidos, Austrália e Dinamarca.

Avanço nacional e internacional

Com a nova chamada, o Brasil passará a contar com 221 INCTs, ampliando em 10% a rede atual. A trajetória do programa, iniciado em 2008, tem promovido avanços científicos expressivos, com mais de 1.800 parcerias nacionais e mais de 1.300 colaborações internacionais — além de cooperação com mais de 500 empresas brasileiras e 139 estrangeiras.

Para 2025, os recursos foram aportados por diversos órgãos e fundações, incluindo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a Fapesp, Capes, Faperj, Fapemig e outras agências estaduais.

Além de gerar conhecimento de ponta, os INCTs têm papel estratégico na formação de recursos humanos altamente qualificados e na formulação de soluções aplicáveis para problemas sociais, ambientais e tecnológicos do Brasil.

A contratação dos projetos está prevista para ocorrer até maio, após a análise dos recursos e divulgação do resultado final da chamada.

Conteúdo USP: https://jornal.usp.br/comunicados/usp-vai-coordenar-26-novos-institutos-nacionais-de-ciencia-e-tecnologia-incts/

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Rede Américas: Dasa e Amil oficializam joint venture e miram liderança hospitalar com rede imparcial e eficiente

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Nova empresa nasce com 25 hospitais, 4.500 leitos e receita de R$ 10,6 bilhões; movimento já provoca reações de operadoras concorrentes.

A união dos ativos hospitalares da Dasa e da Amil foi oficialmente concluída com o lançamento da nova empresa Ímpar Serviços Hospitalares, que adota a marca Rede Américas para consolidar sua presença no mercado de saúde suplementar. A joint venture reúne 25 hospitais em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, com cerca de 4.500 leitos e R$ 10,6 bilhões em receita líquida anual, posicionando-se como uma das maiores redes independentes do Brasil.

A operação, anunciada em junho de 2024, já demonstra seus efeitos no mercado. Segundo o CEO da Dasa e agora também da Rede Américas, Lício Cintra, operadoras de saúde começaram a lançar planos que incluem exclusivamente os hospitais do novo grupo — deixando de lado concorrentes como a Rede D’Or. “Temos visto uma resposta imediata das fontes pagadoras. O mercado entendeu que entregamos uma solução de capilaridade e eficiência sem o conflito de interesses de uma rede verticalizada”, afirma Cintra.

Imparcialidade como estratégia

Um dos pilares estratégicos da Rede Américas é sua imparcialidade frente às operadoras de planos de saúde. O grupo se apresenta como uma rede hospitalar não verticalizada, aberta à parceria com todas as operadoras, o que, segundo Cintra, oferece liberdade e confiança ao setor. “Queremos ser uma rede hospitalar que atenda a todas, com isonomia e eficiência, sem favorecimentos”, destaca o executivo.

A governança também foi fortalecida: o conselho de administração será composto por nove membros, com três indicados por cada sócio (Amil e Dasa) e três independentes, como Flavia Buarque Almeida, Antonio Quintella e Pedro Wongtschowski. A presidência do conselho será de Dulce Pugliese de Godoy Bueno, fundadora da Amil.

Resultados e sinergias

Com a união, o grupo já colhe os primeiros frutos. O Ebitda proforma de 2024 está estimado em R$ 998 milhões, 28% acima do ano anterior, refletindo avanços em eficiência operacional. A alavancagem, inicialmente projetada em 5,0x, caiu para 3,15x, com reestruturações na dívida e aporte de R$ 350 milhões por parte da Amil.

Entre os hospitais de referência do grupo estão o Nove de Julho e o Leforte Morumbi (SP), Hospital São Lucas e Americas Medical City (RJ), e o Samaritano Higienópolis, da antiga rede Amil.

A empresa também avalia a incorporação futura de ativos como o Hospital São Domingos (MA), Hospital da Bahia e a AMO, especializada em oncologia, com foco na expansão controlada para o Nordeste e reforço da atuação oncológica.

Pressão sobre glosas e prazos

Cintra afirma que um dos principais focos da nova gestão será a negociação com operadoras para melhorar prazos de pagamento e reduzir glosas indevidas, desafios históricos enfrentados pelos hospitais. “Ou temos uma relação sustentável com prazos aceitáveis e índices de glosa corretos, ou não temos interesse em continuar atendendo”, afirmou em tom firme.

Desafios superados

A criação da joint venture também representa uma virada estratégica para a Dasa, que até meados de 2023 enfrentava pressão intensa sobre sua alavancagem financeira. “Havia risco de quebra de covenant e vencimento antecipado das dívidas. Passados pouco mais de um ano, tiramos a ‘faca do pescoço’ e ganhamos fôlego para operar com foco”, avaliou Cintra.

Com o fechamento da operação, a Dasa deixa de consolidar a Ímpar em seus balanços e passa a contabilizá-la pelo método de equivalência patrimonial. Rafael Lucchesi, atual head de diagnósticos, assume como novo CEO da Dasa a partir de julho, enquanto Cintra permanece à frente da Rede Américas.

Perspectiva

A joint venture entre Dasa e Amil redefine o mapa da saúde suplementar no Brasil, ao criar uma alternativa robusta à liderança da Rede D’Or. O modelo não verticalizado, a governança independente e a busca por eficiência e parcerias sustentáveis marcam o início de uma nova fase para o setor hospitalar privado — e os movimentos do mercado já indicam que a Rede Américas chegou para competir em alto nível.

Fonte: https://www.bloomberglinea.com.br/negocios/dasa-e-amil-operadoras-ja-reagem-a-operacao-conjunta-de-hospitais-diz-ceo/?utm_content=CTA&utm_medium=organic&utm_source=linkedin

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