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Sedentarismo pode ser tão perigoso quanto o cigarro, revela especialista do InCor

Sedentarismo pode ser tão perigoso quanto o cigarro, revela especialista do InCor
  • Publishedjulho 22, 2025

Estudo nacional acende alerta: falta de atividade física tem impacto semelhante ao tabagismo na saúde cardiovascular.

Um recente estudo conduzido no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP (InCor) trouxe à tona uma constatação alarmante: o sedentarismo pode ser tão prejudicial à saúde quanto o hábito de fumar. A conclusão foi destacada pelo cardiologista intervencionista Carlos Campos, durante participação no programa CNN Sinais Vitais, apresentado por Roberto Kalil Filho.

“Do ponto de vista médico, uma pessoa sedentária corre riscos muito semelhantes aos de um fumante”, afirmou Campos, ressaltando que essa realidade precisa ser encarada como um problema de saúde pública.

Riscos silenciosos, mas fatais

A inatividade física está diretamente associada ao aumento de casos de infarto, hipertensão, diabetes tipo 2, obesidade e até depressão. Além disso, pessoas sedentárias têm maior probabilidade de desenvolver quadros clínicos mais graves em caso de doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio.

Segundo os dados citados no estudo, indivíduos fisicamente ativos que sofrem eventos cardíacos costumam apresentar desfechos mais favoráveis, com menor taxa de complicações e recuperação mais rápida. Isso reforça o papel protetor do exercício na saúde do coração.

30 minutos por dia já fazem a diferença

A boa notícia é que a mudança de hábito não exige grandes investimentos. Apenas meia hora diária de atividade física — como caminhada, corrida leve ou exercícios funcionais — já é suficiente para promover benefícios expressivos na saúde.

“Estamos falando de uma ação simples, acessível, que pode evitar internações, melhorar a qualidade de vida e até salvar vidas”, reforça Carlos Campos.

O cardiologista ainda destaca que investir em prevenção é mais barato e eficaz do que tratar as consequências do sedentarismo. Iniciativas públicas e campanhas de conscientização podem fazer diferença na adesão da população à prática de exercícios.

Um chamado à ação

Enquanto o cigarro já é amplamente reconhecido como vilão da saúde, o sedentarismo ainda não recebe a atenção proporcional aos danos que causa. O estudo do InCor joga luz sobre a urgência de combater a inatividade como uma das principais ameaças à saúde no Brasil.

Manter o corpo em movimento é uma escolha que pode evitar doenças, reduzir gastos com saúde e aumentar a longevidade com qualidade.

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Executivos da Saúde

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