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SUS inicia transição histórica: exame de DNA-HPV substituirá o papanicolau no rastreamento do câncer do colo do útero

SUS inicia transição histórica: exame de DNA-HPV substituirá o papanicolau no rastreamento do câncer do colo do útero
  • Publishedagosto 19, 2025

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu início a uma mudança significativa na forma de rastrear o câncer do colo do útero. O tradicional exame citopatológico, conhecido como papanicolau, começa a ser gradualmente substituído pelo teste de DNA-HPV, considerado mais preciso e capaz de identificar o vírus antes mesmo de alterações celulares surgirem.

Implantação nacional escalonada

A substituição já está em curso em cidades-piloto de cada estado, incluindo São Paulo, Pará, Pernambuco, Bahia e o Distrito Federal. A previsão é de que, até dezembro de 2026, o novo exame esteja disponível em toda a rede pública, alcançando anualmente cerca de 7 milhões de brasileiras entre 25 e 64 anos.

Como funciona o novo exame

O procedimento de coleta é semelhante ao do papanicolau, mas o material é armazenado em tubos específicos para análise molecular. O teste consegue detectar 14 tipos de HPV classificados como de alto risco, permitindo que a infecção seja identificada até dez anos antes de evoluir para lesões graves. Em caso negativo, o intervalo entre os exames poderá ser ampliado de três para cinco anos, reduzindo a necessidade de consultas repetidas e ampliando a cobertura do rastreamento.

Vantagens sobre o papanicolau

O DNA-HPV apresenta maior sensibilidade e reduz as chances de resultados falsos negativos, oferecendo mais segurança no diagnóstico. O papanicolau, por sua vez, deixa de ser o exame de rotina e passa a ser utilizado apenas como exame complementar, em situações de resultado positivo no teste molecular.

Impacto para a saúde pública

O câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres no Brasil, com aproximadamente 17 mil novos casos por ano. Com a adoção do DNA-HPV, o país se alinha às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera o exame padrão-ouro no rastreamento desde 2021.

Aliado à vacinação contra o HPV, o novo protocolo fortalece a estratégia brasileira de prevenção e aproxima o país da meta global de eliminar o câncer cervical como problema de saúde pública até 2030.

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Executivos da Saúde

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