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Pesquisadores brasileiros identificam substância da própolis de abelha nativa com potente ação contra larvas da dengue

Pesquisadores brasileiros identificam substância da própolis de abelha nativa com potente ação contra larvas da dengue
  • Publishedjulho 29, 2025

Uma nova arma contra o mosquito Aedes aegypti pode estar vindo diretamente da natureza. Cientistas brasileiros descobriram que a própolis produzida pela abelha nativa mandaçaia (Melipona quadrifasciata), espécie sem ferrão típica do Brasil, possui substâncias com alta capacidade larvicida. O composto natural foi capaz de eliminar completamente as larvas do mosquito da dengue em até 48 horas, segundo resultados laboratoriais.

O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Brasília (UnB), em colaboração com startups de biotecnologia de Ribeirão Preto (SP), e teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Ministério da Saúde.

Substância identificada apresenta ação rápida e duradoura

A equipe isolou o princípio ativo da chamada geoprópolis — mistura de própolis, cera e resinas vegetais produzida pelas abelhas nativas — e identificou um diterpeno como principal agente responsável pela ação larvicida. Em testes com larvas do Aedes aegypti, a substância provocou mortalidade de aproximadamente 90% em 24 horas e 100% em 48 horas.

A eficácia foi significativamente superior à da própolis produzida pela abelha europeia (Apis mellifera), que teve desempenho mais lento e menos consistente.

Além da ação imediata quando aplicado em pó, o composto se mostrou eficaz também na forma de comprimido, com liberação gradual do princípio ativo, mantendo sua toxicidade para as larvas por mais tempo.

Caminho promissor para o controle biológico

A pesquisa representa um passo importante no desenvolvimento de soluções naturais e sustentáveis no combate à dengue, zika e chikungunya. A busca por alternativas aos larvicidas químicos convencionais — muitos deles com efeitos colaterais ao meio ambiente — tem sido prioridade nas estratégias de controle vetorial no Brasil.

A expectativa agora é avançar para as etapas de formulação e testes em campo, com vistas a uma possível aplicação em larga escala por gestores públicos de saúde. A iniciativa também reforça a importância da preservação das abelhas nativas e do investimento em ciência aplicada com foco em saúde coletiva.

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Executivos da Saúde

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