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Hospital Placi – RJ, prevê triplicar de tamanho até o início de 2023

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Hospital Placi  anuncia a inauguração da expansão da unidade Botafogo, que eleva atual a operação da rede para 127 leitos, sendo 37 em Niterói (RJ) e 90 em Botafogo (RJ). Com foco nos pacientes que necessitam de um tempo maior de recuperação — aqueles que já saíram de um hospital tradicional, mas ainda não têm autonomia e mobilidade para terem alta — o Placi se caracteriza por um tratamento completo de reabilitação e cuidados especiais com modernas salas de fisioterapia, solarium com pista sensorial e estrutura para tratamentos com terapia ocupacional, musicoterapia, fonoaudiologia, entre outras especialidades. Para essa primeira fase da expansão, a rede Placi contou com aporte de R$ 30 milhões da gestora Blue Like an Orange.

Além da expansão da unidade Botafogo, todos os investimentos captados pelo Placi viabilizarão o projeto e a montagem das próximas unidades: Barra da Tijuca (RJ), Brasília Lago Sul (DF) e Águas Claras (DF). As duas primeiras estão em construção e serão inauguradas até o início de 2023 e a outra está em fase de aprovação de projeto, aumentando o número de leitos para 360, crescendo o potencial de internação para 1.800 pacientes por ano e triplicando o tamanho da rede.

“Nosso plano de expansão também conta com investidores imobiliários que constroem e/ou reformam os imóveis que ocupamos ou iremos ocupar”, diz Carlos Alberto Chiesa, Diretor Presidente do Hospital Placi, sobre outros investimentos recebidos pela rede.

O Placi Cuidados Extensivos já nasceu pensando em crescer, tese defendida pela Gestora de Recursos Finhealth, acionista controladora da rede. “Até o momento estamos conseguindo implementar a estratégia de expansão iniciada em 2020 que é estruturar uma rede com pelo menos 5 unidades e 360 leitos. Neste meio tempo, continuamos olhando novas oportunidades e buscando novos aportes que permitam um crescimento ainda maior”, pondera Carlos Alberto Chiesa.

Modelo Assistencial do Hospital

O Hospital Placi tem como papel cuidar dos pacientes durante uma etapa intermediária entre o hospital de cuidados agudos e o cuidado em domicílio. Possui três frentes: a reabilitação, com foco em recuperar pacientes que podem ter um retorno à sua rotina com independência; a readequação, voltada para pacientes que precisam se adaptar a uma nova condição de saúde, e tratamentos para reinserção social e cuidados paliativos, para pacientes terminais, em que são acolhidos e têm diversos sintomas melhorados, reduzindo o sofrimento e tornando a qualidade de vida a melhor possível dentro de suas condições.

Nos 9 anos de trabalho – de 2013 a 2022 –, o Hospital Placi internou aproximadamente 2.100 pacientes nas unidades Botafogo e Niterói. Atualmente, 83% dos pacientes são idosos acima de 65 anos, com 52% do total acima de 80 anos. Além disso, 20% dos pacientes estão em programa de reabilitação, 50% estão em programa de recuperação ou readaptação a uma nova condição de saúde e 30% estão em programa de cuidados paliativos.

“Estamos atentos à transição demográfica que vem acontecendo em nosso país. Por isso, o Placi surgiu para se diferenciar no cuidado a este perfil de paciente, que tende a crescer exponencialmente no Brasil”, comenta Chiesa.

A equipe multidisciplinar do Placi é formada por diversos profissionais da área de saúde, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, capelão e assistentes sociais. Independentemente da complexidade de doenças e sequelas — que vão desde AVC, pós-operatório de cirurgias ortopédicas e doenças neurológicas crônicas até doenças respiratórias com ou sem dependência de aparelhos que ajudam na respiração — as equipes estão preparadas para receber e restabelecer as capacidades físicas, mentais e emocionais de cada paciente.

Hoje, a rede opera com 330 colaboradores diretos e possui plano de contratação robusto para os próximos anos conforme desenvolvimento da expansão. As novas vagas já começaram a ser preenchidas com o crescimento da unidade Botafogo.

“Com o plano de expansão do Placi, buscamos investir cada vez mais em tecnologias para realizar nossos processos seletivos de forma mais rápida e eficiente”, afirma Clici Teixeira, Gerente de Recursos Humanos do Hospital Placi.

Relação do Placi com a pandemia da Covid-19

Durante a fase crítica da pandemia, as internações de pacientes previamente saudáveis em recuperação de Covid representaram um terço das admissões da rede. Atualmente, os casos equivalem a cerca de 10% das internações e a maioria dos pacientes possui doenças crônicas em estágio avançado, que descompensaram seu quadro após a Covid-19.

“As unidades de transição no sistema de saúde do Brasil ainda são pouco conhecidas. Mas a pandemia trouxe uma clareza sobre a importância desse segmento. O Placi é pioneiro nessa categoria de hospital que se tornou mais necessária do que nunca. Nosso trabalho visa a recuperação e reabilitação dos pacientes, permitindo uma alta hospitalar mais precoce”, explica Chiesa.

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O futuro do armazenamento de imagens médicas no Brasil

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Por Ricardo Prudêncio

A gestão de imagens médicas no Brasil enfrenta desafios crescentes, especialmente em relação à infraestrutura necessária para garantir o armazenamento seguro e eficiente desses dados. Desde 1983, o padrão DICOM (Digital Imaging and Communications in Medicine) se consolidou como o formato ideal para exames como ultrassonografias, raios X, mamografias, tomografias, ressonâncias magnéticas e PET/CTs. Contudo, o volume crescente de informações médicas, geradas diariamente, tornou o armazenamento e a gestão desses dados cada vez mais complexos e dispendiosos. Segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), a telerradiologia tem se desenvolvido cada vez mais no país, gerando valor para toda a cadeia de saúde. Além disso, o mercado global de diagnóstico por imagem projeta um crescimento anual de aproximadamente 8-10% nos próximos cinco anos, alcançando um valor estimado entre 40 a 50 bilhões de dólares até 2028.

A necessidade de modernizar o armazenamento de dados e reduzir os custos crescentes no setor de saúde tem impulsionado a adoção de soluções em nuvem em todo o mundo. O mercado global de armazenamento em nuvem na saúde deve alcançar US$ 153,1 bilhões até 2030, com um crescimento anual de 15,8%. Esse cenário deixa claro que não se trata apenas de uma inovação isolada, mas uma transformação global, com a promessa de enfrentar os desafios modernos de segurança, eficiência e escalabilidade no setor de saúde.

Quando comecei a trabalhar com sistemas de PACS em 2010, vi de perto a realidade das instituições de saúde brasileiras. Era comum encontrar grandes salas dedicadas apenas a servidores de TI, ocupando espaço valioso e exigindo manutenções constantes. Em muitos casos, era preciso alugar áreas externas para garantir que, em caso de desastre, os dados estivessem minimamente protegidos. Isso representava um custo alto e um risco considerável, tanto financeiro quanto operacional.

A nuvem, então, surge como uma alternativa revolucionária a esses antigos métodos de armazenamento. Com sistemas de arquivamento e comunicação de imagens (PACS) em nuvem, os custos associados a infraestrutura física, manutenção e atualização de servidores são substancialmente reduzidos. E há um benefício crucial: a escalabilidade. À medida que a demanda cresce, a nuvem se adapta, permitindo o armazenamento de dados de maneira flexível, sem a necessidade de investimentos adicionais em hardware.

Mesmo com esses avanços, a realidade é que muitas instituições de saúde ainda permanecem apegadas a soluções cliente-servidor e armazenamento local. Essa resistência à mudança geralmente está enraizada em modelos de negócios ultrapassados e na falta de inovação de certos fornecedores de tecnologia. Infelizmente, essa postura limita o potencial de modernização e expõe as instituições a riscos operacionais e financeiros evitáveis.

Mas, migrar para a nuvem envolve mais do que simplesmente modernizar a infraestrutura. Há questões fundamentais que precisam ser abordadas para que essa transição seja realmente bem-sucedida. Como a equipe de TI lida com os altos custos iniciais e contínuos? Como será garantida a segurança dos dados sensíveis dos pacientes? Existe um plano robusto para recuperação de desastres que proteja informações críticas? E, conforme a demanda cresce, como o sistema será escalado para suportar o aumento no volume de dados?

Além disso, a mobilidade e o acesso remoto exigem uma adaptação cuidadosa da equipe médica. Em um país como o Brasil, onde o número de médicos radiologistas é limitado, especialmente nas áreas mais remotas, como a equipe médica pode contar com um sistema que permita diagnósticos rápidos e precisos, sem comprometer a qualidade do atendimento? Essas são perguntas que destacam a importância de uma análise cuidadosa e de uma implementação estratégica de soluções em nuvem.

Quando falamos de PACS em nuvem, os benefícios vão muito além da redução de custos. A segurança dos dados, por exemplo, é um aspecto essencial. Provedores de nuvem como a Amazon Web Services (AWS) projetam suas infraestruturas para atender aos mais altos padrões de conformidade e segurança, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil e a HIPAA nos Estados Unidos. Esse tipo de proteção é vital para as instituições de saúde, que lidam diariamente com dados sensíveis de seus pacientes.

Outro ponto importante é a mobilidade. Em emergências ou em áreas remotas, onde especialistas locais podem ser escassos, o acesso rápido às imagens e laudos é essencial para garantir diagnósticos ágeis e precisos. Além disso, a continuidade do negócio é garantida em casos de desastres naturais, como as enchentes recentes no Rio Grande do Sul, que destruíram servidores e resultaram na perda de dados críticos. O armazenamento em nuvem protege essas informações e assegura a continuidade das operações, oferecendo uma camada de segurança que o armazenamento local simplesmente não consegue alcançar.

Mesmo com todos esses benefícios, algumas instituições ainda optam por soluções híbridas, armazenando dados recentes localmente e transferindo apenas arquivos mais antigos para a nuvem. Essa abordagem, embora econômica à primeira vista, pode prejudicar a eficiência dos profissionais de saúde, dificultando o acesso rápido a históricos de pacientes e ainda comprometendo o diagnóstico. A decisão de migrar para um PACS em nuvem vai muito além do porte ou do orçamento da instituição; trata-se de uma busca por eficiência, segurança e excelência no atendimento ao paciente. Para garantir um sistema de saúde moderno e sustentável no Brasil, é fundamental que as instituições reavaliem seus modelos de armazenamento e gestão de imagens médicas, adotando tecnologias que estejam em sintonia com as demandas contemporâneas.

A modernização do armazenamento de imagens médicas não é uma escolha, mas uma necessidade imperativa para o setor de saúde brasileiro. A nuvem é um caminho sólido nessa direção, proporcionando benefícios tangíveis que impactam positivamente tanto as instituições quanto os pacientes.


*Ricardo Prudêncio é Country Manager da Eden no Brasil.

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Atividade física é caminho para quem quer parar de fumar

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Exercícios melhoram o condicionamento e liberam substâncias que aliviam sintomas da abstinência

Com benefícios que vão além do condicionamento do corpo, a atividade física contribui significativamente para quem deseja parar de fumar, aliviando os sintomas físicos e psicológicos da abstinência e ajudando a reduzir o hábito em momentos de ócio.

Segundo Carolina Salim, pneumologista do A.C. Camargo Cancer Center, o esporte pode oferecer uma “injeção” natural de bem-estar que alivia sintomas das crises de abstinência gerados pela dependência da nicotina, como dores de cabeça e irritabilidade, e até substitui a sensação de bem estar proporcionada pela substância em quem é fumante. 

“O esporte libera substâncias no corpo que ajudam a reduzir a necessidade do cigarro, como a serotonina e a endorfina. É comum que muitos pacientes relatem que, após o exercício, passam várias horas sem sentir sequer vontade de fumar”, afirma.

Segundo Daniel Carlos, treinador da Smart Fit, outro benefício da atividade física nesse processo é a melhora de desempenho nos treinos, que deixa mais evidente os malefícios que o cigarro causa no organismo e a importância de parar.  

“O cigarro prejudica muito os sistemas respiratório e cardiovascular. Isso faz com que quem fuma sinta mais cansaço durante os exercícios físicos. Quando a pessoa para de fumar e percebe que o treino fica mais fácil, os benefícios tornam-se mais evidentes e funcionam como incentivo para manter-se longe do cigarro”, explica.

Salim reforça que, embora importante, a atividade física é apenas uma parte do processo. Abandonar o cigarro demanda uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir suporte psicológico, ajustes alimentares e, em alguns casos, o uso de medicamentos. 

A médica também alerta que fumantes interessados em começar a treinar como parte dessa jornada devem realizar testes físicos antes de iniciar os exercícios, além de sempre realizar as atividades com o acompanhamento de um profissional de educação física.

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A importância do estadiamento na estratégia para tratar o câncer

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Quando se trata do câncer, existem diversos termos que, até então, eram desconhecidos pelo paciente. Um deles é o estadiamento, fundamental no momento do diagnóstico.

Pensando em esclarecer melhor o assunto foi que desenvolvi este conteúdo. Afinal, o que é o estadiamento do câncer?

Consiste no processo de verificar a extensão da doença quando ela é diagnosticada. Ou seja, analisar qual a extensão do câncer, já que uma das suas características é se disseminar localmente ou à distância.

O estadiamento considera vários fatores, incluindo subtipo do tumor, tamanho, se está localizado apenas na região de origem ou já se espalhou pelos gânglios linfáticos ou órgãos distantes.

Qual a importância de termos esse conhecimento?

O estadiamento do câncer é fundamental para a definição de estratégias de tratamento. Por exemplo, se um tumor de mama está confinado somente na região de origem, pode ser indicada cirurgia em conjunto com outros tratamentos, como quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapia-alvo.

Em contrapartida, se no momento do diagnóstico já houver metástases em outros órgãos, o procedimento cirúrgico pode não ser recomendado, apenas outros protocolos para o controle da doença.

Além disso, ele também é um importante indicador do prognóstico do paciente, nos ajudando a prever a probabilidade de cura, recuperação e sobrevida. Ou seja, ele fornece informações valiosas que permitem aos profissionais de saúde oferecerem um tratamento personalizado e mais eficaz, aumentando as chances de sucesso e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Como é feito o estadiamento?

Normalmente é realizado por meio de uma combinação de diferentes exames, por exemplo: ressonância magnética, tomografia computadorizada, cintilografia óssea e PET-CT.

Em alguns casos, marcadores tumorais como o PSA no câncer de próstata fazem parte da avaliação de risco inicial. O resultado da biópsia também faz parte dessa avaliação, pois fornece o grau de agressividade do tumor e isso é usado na avaliação inicial e classificação de risco (próstata, mama).

Se o tratamento cirúrgico é feito de forma upfront, ou seja, antes dos demais tratamentos, ele fornece informações relevantes no estadiamento que chamamos patológico. Isso porque o médico patologista consegue definir com precisão, examinando a peça cirúrgica que foi retirada, a medida do tumor, o grau de invasão, a quantidade e forma de disseminação pelos linfonodos.

Com base nos resultados, o câncer é classificado em estágios, que normalmente variam entre 1 e 4, com estágio 1 quando a doença é inicial, e com estágio 4 quando está avançada, ou seja, metastática. Existe também o estágio 0, ou seja, um tumor mais precoce que o estágio 1, e que ainda não tem potencial de invasão e disseminação de outros órgãos e tecidos.

Vale ressaltar que existem diversos sistemas de estadiamento usados para diferentes tipos de neoplasias. Por exemplo, o sistema TNM é geralmente utilizado para tumores sólidos, levando em conta o tamanho do tumor primário (T), se o câncer se espalhou para os gânglios linfáticos (N) ou já se disseminou para outras partes do corpo (M).

Conhecer o estadiamento dos diferentes tipos de neoplasias é essencial para garantir aos pacientes o tratamento mais adequado. Por isso, é parte significativa no momento do diagnóstico.

*  Fernanda Ronchi é professora de Oncologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR) e responsável técnica do serviço de Oncologia Clínica e do Centro de Pesquisas do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM).

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