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HCFMUSP recebe R$ 53 milhões para modernização de 30 salas cirúrgicas

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O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) passa a contar, no seu Instituto Central (ICHC), com 30 salas cirúrgicas e corredores de acesso que foram reformadas e modernizadas por meio do Projeto de Transplantes Renais Pediátrico e Adulto do HCFMUSP, em parceria com a Umane, associação isenta e sem fins lucrativos que apoia iniciativas no âmbito da saúde pública com o objetivo de contribuir com um sistema de saúde mais resolutivo e de melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem no Brasil.

Mais de R$ 53 milhões foram investidos pela instituição para a modernização dos espaços. As ações de reforma e modernização integram acordos firmados entre o Ministério da Saúde, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo e a Umane, para transferir do Hospital Samaritano para o HCFMUSP os 375 pacientes renais crônicos que, originalmente, integravam o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) do Hospital Samaritano, encerrado em 2017. Desde essa data até a transferência para o HCFMUSP, a Umane manteve de forma voluntária o tratamento dessas crianças e adultos, que vêm de todas as regiões do país.

A escolha pelo HCFMUSP foi motivada por se tratar do maior complexo de assistência hospitalar da América Latina e referência em alta complexidade, permitindo acesso a um tratamento de alta qualidade, com expertise e aliado aos pilares da assistência à saúde, ensino, pesquisa e inovação.

“A preocupação em conduzir uma transferência de excelência, priorizando o cuidado humanizado e assistência hospitalar para os pacientes do Programa de Transplantes Renais e suas famílias, promoveu a celebração de uma parceria de sucesso com o HCFMUSP. Os maiores beneficiários dessa parceria são a população e o Sistema Único de Saúde, que agora contam com infraestrutura de ponta e gestão otimizada de recursos para ampliar o acesso à saúde especializada. É um legado de excelência em saúde que construímos.”, destaca o diretor presidente da Umane, Marco Mattar.

“A parceria com a Umane para o Programa de Transplante Renal ocorreu da melhor maneira possível, não só garantindo a melhor assistência para esses pacientes, mas promovendo também melhorias importantes que vão beneficiar diversas áreas do complexo. Toda a comunidade do HCFMUSP agradece os investimentos da Umane e do Ministério da Saúde. Com eles, será possível oferecer um serviço ainda melhor aos nossos pacientes do SUS”, destaca o superintendente do HCFMUSP, Antonio José Rodrigues Pereira.

Planejamento e Parceria

Para concretizar a transferência dos pacientes, um estudo técnico foi elaborado com as equipes médicas do Hospital Samaritano e HCFMUSP. O planejamento mais efetivo levou em conta a necessidade de cada um dos 375 pacientes.

Identificou-se a necessidade de adequação do espaço físico do Centro Cirúrgico do Instituto Central, UTI pediátrica do Instituto da Criança e do Adolescente (ICr) e dos setores de Hemodiálise em ambos os Institutos, além da renovação do parque tecnológico, para proporcionar, ao paciente e ao acompanhante, segurança, conforto, privacidade e bem-estar adequados. Além do aumento do quadro de profissionais especializados e ampliação de leitos.

O investimento de R$ 53 milhões por parte da Umane viabilizou a reforma e adequação de infraestrutura necessárias das áreas e renovação do parque tecnológico como aquisição de máquinas de hemodiálise, equipamentos médico-hospitalares, sistema robótico para cirurgias minimamente invasivas, além de recurso para custeio da continuidade do tratamento dos pacientes.

Além destes recursos, outros R$ 48,7 milhões, aproximadamente, foram investidos por parte do Ministério da Saúde. A parceria entre Umane e HCFMUSP é um exemplo de sucesso de atuação em conjunto, demonstrando a relevância da Associação no âmbito da filantropia para a saúde pública. A gestão otimizada de recursos humanos, estruturais e financeiros proporcionada pela Umane possibilita ampliar o acesso à saúde e levar a melhor tecnologia para a população.

Etapas

A primeira etapa do projeto foi concluída com sucesso em agosto de 2022, enquanto a segunda fase foi entregue em dezembro de 2023, tornando-se um marco significativo no avanço das instalações e serviços do Instituto Central do HCFMUSP (ICHC).

No dia 29 de setembro de 2023, foi marcado mais um avanço na trajetória do hospital ao realizar a primeira cirurgia eletiva com auxílio de um robô, um marco para o Sistema Único de Saúde (SUS). A equipe liderada pelo Prof. William Nahas, titular da Urologia e Transplante Renal do HCFMUSP, operou paciente com hiperplasia benigna da próstata, condição que acomete 2/3 da população masculina.

Robótica

O procedimento de cirurgia robótica representa um avanço significativo em relação às técnicas cirúrgicas convencionais utilizadas atualmente, realizando cirurgias precisas e minimamente invasivas com precisão e tecnologia de reprodução de imagem e com capacidade de grande amplitude de movimento. Este método inovador faz parte de um projeto de pesquisa abrangente, que engloba várias especialidades, incluindo Ginecologia, Gastrocirurgia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, e Cirurgia Geral.

A integração da tecnologia robótica nessas áreas promete elevar o padrão dos procedimentos cirúrgicos, oferecendo maior precisão, eficácia e segurança. A previsão é que cada uma dessas especialidades realize, em média, 30 cirurgias com auxílio do robô, totalizando mais de 160 no período de um ano.

No dia 17 de abril de 2024, o Governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva, e comitiva de autoridades conheceram as instalações das salas cirúrgicas modernizadas do Centro Cirúrgico do ICHC localizado no Prédio dos Ambulatórios do HCFMUSP, com destaque para as inovações tecnológicas das cirurgias realizadas com suporte da Robótica.

Especialização

Outra novidade é que o projeto de pesquisa também irá beneficiar os residentes das áreas envolvidas. Ele prevê o treinamento em plataforma robótica de mais de uma centena de enfermeiros e médicos da Ginecologia, Urologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e Cirurgia Geral.

As novas tecnologias de imagem ganham espaço na sala híbrida, o centro cirúrgico foi equipado com sofisticados recursos para intervenções minimamente invasivas, evitando procedimentos cirúrgicos de maior impacto, maior tempo de internação e medicação, morbidade e custo, com utilização de verba pública.

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Como a Inteligência Artificial está transformando a cardiologia: insights do ACC 2025

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A edição de 2025 do Congresso Anual do American College of Cardiology (ACC), um dos mais importantes eventos da cardiologia mundial, reforçou um ponto incontestável: a Inteligência Artificial (IA) já está integrada à prática clínica cardiovascular. Os dados e reflexões a seguir têm como base o relatório detalhado elaborado pelo Dr. Rafael Otsuzi, médico cardiologista e referência em inovação em saúde, que acompanhou de perto as discussões mais relevantes do evento.

Em seu relatório, o Dr. Otsuzi destacou que o congresso deste ano teve sessões dedicadas exclusivamente à IA, com foco tanto nos fundamentos da tecnologia quanto em aplicações práticas já disponíveis para os profissionais de saúde.

Avanços diagnósticos que superam expectativas

Um dos pontos mais enfatizados por Rafael Otsuzi foi o impacto da IA no diagnóstico por imagem e eletrocardiografia. Ferramentas como o EchoSolv-AS alcançaram precisão de 100% na detecção de estenose aórtica grave, enquanto algoritmos treinados com dados de ECG se mostraram mais eficazes do que exames laboratoriais em prever risco cardiovascular em determinados contextos.

Outro exemplo citado no relatório é o AI-QCT, que demonstrou ser mais eficaz na predição de eventos cardíacos em mulheres — uma população historicamente subdiagnosticada — do que os métodos tradicionais de estratificação de risco.

IA ampliando acesso à saúde e otimizando fluxos

O relatório do Dr. Otsuzi também aborda a capacidade da IA de reduzir desigualdades. A tecnologia tem permitido, por exemplo, que enfermeiras sem formação específica em imagem capturem exames com qualidade compatível à de especialistas, por meio do software HeartFocus. Além disso, soluções como Health360x™ estão revolucionando a inclusão de minorias em ensaios clínicos, com taxas de sucesso de triagem de 100%.

Já em pacientes com insuficiência cardíaca, biossensores conectados a IA têm antecipado crises, permitindo intervenções antes da descompensação clínica — o que representa um novo patamar de monitoramento contínuo e preventivo.

O laboratório do futuro já é presente

No “Cath Lab do Futuro”, tema de uma das sessões do ACC.25, o Dr. Otsuzi relata que a IA já está sendo usada para documentar automaticamente procedimentos, prever complicações e até mesmo ajudar na manipulação de cateteres. Fora do centro cirúrgico, a tecnologia tem papel cada vez mais relevante na gestão hospitalar, otimizando escalas, agendamentos e alocação de recursos.

Ética, regulação e o papel do médico

Apesar do otimismo, o relatório também destaca os desafios éticos e legais no uso da IA. Questões como privacidade de dados, validação clínica de algoritmos e transparência na tomada de decisão foram amplamente discutidas. O American College of Cardiology publicou recomendações sobre o uso seguro e responsável da tecnologia, que devem ser seguidas por instituições e profissionais.

Para o Dr. Rafael Otsuzi, mais importante do que dominar o funcionamento interno dos algoritmos é o entendimento crítico de sua aplicação, seus limites e seu potencial. “A tecnologia deve ser um instrumento a serviço do cuidado humano — e não o contrário”, afirma.

Conclusão

Com base no relatório do Dr. Rafael Otsuzi, fica evidente que a Inteligência Artificial não é apenas uma tendência, mas uma realidade transformadora no cuidado cardiovascular. Sua incorporação responsável, ética e baseada em evidências poderá elevar os padrões de qualidade, segurança e personalização do tratamento.

A cardiologia do futuro já começou — e é papel de cada profissional da saúde entender como contribuir para que ela seja, de fato, mais humana e mais precisa.


Artigo baseado no relatório do Dr. Rafael Otsuzi
Médico cardiologista | Inovação em saúde


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Cresce de forma preocupante o uso de medicamentos controlados no Brasil, alerta estudo nacional

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Consumo sem prescrição médica é impulsionado por automedicação, mercado paralelo e banalização de substâncias perigosas; mulheres e adolescentes são os mais afetados.

O Brasil está enfrentando um preocupante aumento no consumo de medicamentos controlados, muitos deles adquiridos sem receita médica. O alerta vem de um levantamento nacional conduzido pela Universidade Federal de São Paulo, em parceria com o Ministério da Justiça, que aponta um crescimento expressivo no uso de analgésicos opioides, tranquilizantes e estimulantes — especialmente entre mulheres e adolescentes.

Segundo o estudo, o uso de benzodiazepínicos, medicamentos tranquilizantes geralmente indicados para tratar ansiedade e insônia, atingiu 14% da população brasileira em 2023, com ou sem prescrição médica. Em 2012, o índice era de 9,8%. Já o consumo de analgésicos opioides, como morfina e fentanil, utilizados para tratar dores intensas, teve um aumento superior a oito vezes no mesmo período.

A popularização do uso recreativo ou desregulado dessas substâncias está ligada a uma série de fatores: pressão por desempenho, facilidade de acesso via internet e redes paralelas de distribuição, e a crença equivocada de que esses medicamentos são inofensivos.

Para o psiquiatra Luiz Gustavo Zoldan, do Hospital Israelita Albert Einstein, o uso correto dessas drogas tem papel essencial na saúde. “São medicamentos extremamente relevantes quando bem indicados. Opioides aliviam dores agudas, tranquilizantes auxiliam no controle da ansiedade, e os estimulantes tratam quadros de TDAH”, explica. No entanto, ele alerta: o uso contínuo e sem acompanhamento pode gerar dependência, convulsões e até levar à morte.

Um caso emblemático é o da modelo Maria Luiza Vilhena, que enfrentou uma dependência severa por seis anos. “Minha psiquiatra disse que não sabe como eu sobrevivi às doses. A abstinência foi um verdadeiro inferno”, conta. Após um ano de reabilitação, ela conseguiu retomar sua vida, mas alerta para os riscos da automedicação.

O impacto da banalização dessas substâncias já começa a ser considerado um problema de saúde pública, e o governo federal está atento à ameaça de que o Brasil repita a epidemia de opioides enfrentada pelos Estados Unidos. Lá, mais de 100 mil pessoas morreram por overdose em um único ano.

A secretária nacional de Política sobre Drogas, Marta Machado, reforça a importância da prevenção e do controle rigoroso: “O governo está empenhado em evitar uma tragédia como a que ocorreu no hemisfério norte. É fundamental fortalecer a regulação sobre o mercado lícito, controlar prescrições e ampliar campanhas de conscientização para a população”.

Os dados preliminares também revelam que quase 5% dos adolescentes brasileiros já usaram calmantes sem receita e que uma em cada cinco mulheres já fez uso de tranquilizantes, com ou sem prescrição médica. Para especialistas, os números reforçam a urgência de políticas públicas que equilibrem o acesso ao tratamento com o combate ao uso indevido.

O relatório completo será divulgado nos próximos meses, e deve servir de base para uma nova estratégia nacional de regulação, prevenção e educação sobre o uso de medicamentos controlados no país.

Fonte: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/04/01/uso-de-medicamentos-controlados-comprados-muitas-vezes-sem-prescricao-medica-tem-crescimento-alarmante-no-brasil.ghtml

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USP lidera avanço científico nacional com coordenação de 26 novos INCTs

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A Universidade de São Paulo reafirma sua posição de protagonismo na ciência brasileira ao liderar mais de 21% dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia selecionados na nova chamada do CNPq.

A Universidade de São Paulo (USP) foi selecionada para coordenar 26 dos 121 novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) aprovados na chamada mais recente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O resultado preliminar foi divulgado no dia 20 de março e representa um marco na história do programa, com um volume recorde de recursos e número de propostas submetidas.

Somente no estado de São Paulo, 37 projetos foram aprovados — o que coloca a USP à frente, com mais de 70% da representatividade paulista e 21% de todos os institutos selecionados nacionalmente. A iniciativa, que contará com investimento total de R$ 1,45 bilhão, visa fomentar pesquisas interdisciplinares de impacto e criar redes cooperativas entre universidades e centros de excelência no Brasil e no exterior.

Segundo o presidente do CNPq, Ricardo Galvão, professor do Instituto de Física da USP, essa é “uma das chamadas mais robustas da história do programa”, com investimentos cinco vezes maiores que na edição anterior e aumento do teto de financiamento para até R$ 15 milhões por proposta.

“A participação da USP reflete a qualidade da nossa pesquisa e seu comprometimento com temas estratégicos para o enfrentamento de problemas sociais”, destacou o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior, ressaltando ainda o alinhamento com a política institucional da universidade, voltada à colaboração entre centros interdisciplinares.

Temas estratégicos: IA, saúde e sustentabilidade

Entre os novos institutos coordenados pela USP, destacam-se projetos voltados à inteligência artificial, saúde pública e prevenção de catástrofes ambientais. Um dos exemplos é o INCT em Inteligência Artificial para o Bem Social, liderado por André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC). A iniciativa buscará soluções baseadas em IA para desafios relacionados à inclusão, saúde, cidadania e sustentabilidade, reunindo 80 pesquisadores de todo o Brasil — 40% deles mulheres — e unidades da USP como a Poli, EESC, MAC, EACH e HCFMUSP.

Outro destaque é o INCT “Prev-AVC”, coordenado pela professora Suely Kazue Nagahashi Marie, da Faculdade de Medicina da USP. O projeto tem como objetivo rastrear fatores de risco e implementar protocolos de tratamento para hipertensão, diabetes e dislipidemia, a fim de reduzir a mortalidade por AVC. Também buscará biomarcadores em vesículas extracelulares, com colaboração de instituições internacionais dos Estados Unidos, Austrália e Dinamarca.

Avanço nacional e internacional

Com a nova chamada, o Brasil passará a contar com 221 INCTs, ampliando em 10% a rede atual. A trajetória do programa, iniciado em 2008, tem promovido avanços científicos expressivos, com mais de 1.800 parcerias nacionais e mais de 1.300 colaborações internacionais — além de cooperação com mais de 500 empresas brasileiras e 139 estrangeiras.

Para 2025, os recursos foram aportados por diversos órgãos e fundações, incluindo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a Fapesp, Capes, Faperj, Fapemig e outras agências estaduais.

Além de gerar conhecimento de ponta, os INCTs têm papel estratégico na formação de recursos humanos altamente qualificados e na formulação de soluções aplicáveis para problemas sociais, ambientais e tecnológicos do Brasil.

A contratação dos projetos está prevista para ocorrer até maio, após a análise dos recursos e divulgação do resultado final da chamada.

Conteúdo USP: https://jornal.usp.br/comunicados/usp-vai-coordenar-26-novos-institutos-nacionais-de-ciencia-e-tecnologia-incts/

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