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Liderança

Nova diretoria da FMUSP mira em gestão mais eficiente para reter talentos

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A recém-empossada diretora da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), professora Eloisa Bonfá, junto com o novo diretor-presidente da FFM (Fundação Faculdade de Medicina), Arnaldo Hossepian Júnior, apostam em um choque de gestão em prol do serviço de saúde e do ensino públicos de excelência. Ambos lideraram reuniões com suas equipes no Complexo do Hospital das Clínicas (HCFMUSP), em São Paulo, para discutir o planejamento estratégico do próximo ano.

Durante os dois dias de evento, os times contaram com uma palestra motivacional do navegador Amyr Klink e uma palestra com panorama econômico de 2023 do economista Paulo Gala, membro do Conselho Consultivo da FFM.

“Vamos aprimorar a gestão para atingir nosso principal objetivo: retenção de talentos. Nos últimos 4 anos, mais de 2 mil profissionais já deixaram o HC, e ainda não foram substituídos. Precisamos reverter o processo de redução de investimentos e de fuga de talentos, e isso requer salários mais competitivos, infraestrutura adequada e acolhimento”, ressalta Eloísa, que também é presidente do Conselho Deliberativo do HC e do Conselho Curador da FMUSP.

O desafio enfrentado pela faculdade – que figura no ranking das melhores do mundo – é generalizado no Brasil. O país está estagnado em sua capacidade de reter talentos, ocupando a 73ª posição entre 133 países no Índice de Competitividade Global de Talentos 2022, da Insead. Entre as razões para isso estão a desigualdade social e a pouca efetividade governamental no apoio aos talentos.

Para resolver essa questão, a FMUSP estabeleceu quatro projetos prioritários para 2023, envolvendo ensino, pesquisa, assistência e inovação. Um deles, que acaba de se tornar realidade, é a criação de uma gerência dedicada à captação de recursos, para profissionalizar as doações recebidas pela faculdade. A instituição também aposta em parcerias com o setor privado com o objetivo de modernizar sua Escola de Educação Permanente, de capacitação de profissionais de saúde.

Por sua vez, a FFM, entidade particular e sem fins lucrativos que apoia as atividades da faculdade e do HC, está modernizando seus procedimentos e promovendo maior transparência à gestão. A fundação acaba de criar seu primeiro Conselho Fiscal, que conta com um ex-integrante do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e integrantes do MP-SP e da Procuradoria Geral do Estado. O objetivo é aliar agilidade na atuação e segurança jurídica, especialmente considerando que hoje cerca de 70% do orçamento operado pela fundação são recursos públicos do SUS.

“Estamos atualizando a Fundação, à luz das exigências do poder público, agilizando serviços de apoio e ajudando a FMUSP e o HC na captação de recursos privados. O apoio da sociedade é fundamental para o fortalecimento do FFM como entidade incentivadora e promotora de iniciativas de apoio à Faculdade de Medicina da USP e ao Complexo HC”, afirma Hossepian Júnior.

Centro de Pesquisa Clínica começará a ser erguido em 2023

Para alavancar a área de ensino e pesquisa, a FMUSP construirá um novo Centro de Pesquisa Clínica no segundo semestre de 2023. O objetivo é ampliar e integrar a área de pesquisa clínica da faculdade, que hoje é fragmentada em nove diferentes institutos.

A um custo de R$ 50 milhões, a unidade será bancada pelo Governo do Estado de São Paulo e deve ser entregue em 2025. Seu propósito é fomentar a educação e o desenvolvimento de novas descobertas médicas, com tecnologia de ponta.

“O novo centro trará para nós sustentabilidade financeira, nos ajudará na retenção de talentos e apoiará alunos e profissionais no acesso a novas tecnologias. Além disso, facilitará o contato, intercâmbio de informações e o recebimento de recursos de instituições estrangeiras”, diz Eloísa.

O HC é o maior Complexo Hospitalar da América Latina, com 2.400 leitos. Durante a pandemia de Coronavírus, o hospital aumentou em mais de 3 vezes seu número de leitos e dobrou seus funcionários, em 45 dias – tempo recorde. Por conta disso, passou a ser um grande produtor de ciência em Covid-19, tendo feito o primeiro sequenciamento do genoma do vírus. O HC se tornou uma referência internacional no tema, o que fez com que aumentasse a colaboração internacional com outras instituições de ensino e pesquisa. De 2019 a 2021, foi registrado um aumento de 36% no número de publicações. Atualmente, a instituição registra mais de 3 mil publicações por ano.

Parque urbano acessível será construído na região

Outro grande projeto da Faculdade de Medicina da USP que começará a sair do papel em 2023 é a revitalização da Avenida Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, na região de Cerqueira César, onde estão localizados a FMUSP e o HC, e transformação em um parque urbano de 32 mil metros quadrados, totalmente acessível. A obra, já aprovada e que será custeada pela Prefeitura de São Paulo, está orçada em R$ 25 milhões. A autoria do projeto executivo é da FMUSP e da FFM.

A construção será iniciada em 2023 e a previsão é de que seja concluída em 2025. A avenida será fechada em toda sua extensão: entre a Av. Rebouças e a Teodoro Sampaio. O novo parque terá uma cobertura, piso linear para facilitar a acessibilidade e sofrerá uma transformação na identidade visual de forma a atender pessoas com dificuldade de locomoção e com deficiências.

O local contará com uma faixa exclusiva para o trânsito de ambulâncias, veículos de bombeiros, viaturas de polícia e carros com autorização especial. Integrado ao metrô, terá jardim, bancos, brinquedos infantis e uma área de conveniência com quiosques.

“Essa intervenção vai revitalizar a área e ajudar a integrar os pacientes à comunidade local, acadêmica e hospitalar. Estamos ansiosos pela mudança, que só trará benefícios para a região e a população”, comemora a diretora e professora Eloísa Bonfá.

A Av. Dr Eneas de Carvalho Aguiar foi aberta durante o início das obras de construção do Hospital das Clínicas, em 1938, para facilitar o acesso dos caminhões ao canteiro de obras do Instituto Central.

Atualidades

De Hapvida à Dasa: quais as projeções para as empresas de saúde na temporada do 4º tri?

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“As indústrias farmacêutica e de distribuição podem ser o destaque negativo neste trimestre, devido a impactos como piores combinações de vendas e dinâmicas competitivas e comerciais mais desafiadoras”, considera a XP

A partir de 27 de fevereiro, as empresas do setor de saúde passam a reportar seus resultados do quarto trimestre de 2023. A sazonalidade se apresenta como potencial protagonista dos balanços, pois impactou o número da maioria das companhias. Seja por menor ocupação de leitos ou menor venda de medicamentos antigripais, o clima e o período do ano devem mexer nos números de operadoras de saúde, prestadores de serviços e farmacêuticas.

“As indústrias farmacêutica e de distribuição podem ser o destaque negativo neste trimestre, devido a impactos como piores combinações de vendas e dinâmicas competitivas e comerciais mais desafiadoras”, considera a XP.

Confira as datas de apresentação dos balanços:

A expectativa para a Hapvida (HAPV3), que divulga seus resultados em 27 de março, é positiva tanto para XP quanto na visão do Itaú BBA. Na análise do Research da XP, a projeção é que a receita total deve aumentar em relação ao ano anterior, em especial considerando fortes aumentos de preços promovidos pela companhia. Para as duas divisões de análise, o destaque do balanço deverá ser a redução sequencial da taxa de sinistralidade (MLR, na sigla em inglês). Analistas comentam, há algum tempo, que a Hapvida tem apresentado estratégia sólida de redução da MLR, com foco também em controle de utilização. O BBA comenta também a expectativa de cenário positivo para perdas de beneficiários. O ponto de pressão segue o endividamento líquido da companhia, que poderá impactar a expansão do lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês).

A Rede D’Or (RDOR3) conta com expectativas neutras da XP, levando em consideração possível diminuição trimestral na ocupação de leitos e no ticket médio, ambos causados pela sazonalidade. O BBA estima crescimento de um dígito na comparação anual, considerando desempenho mais fraco no segmento de serviços hospitalares no quarto trimestre. A projeção do banco é de crescimento de 7% na receita, na comparação anual, com margens Ebitda em expansão por custos com materiais e medicamentos, visão partilhada pela XP. A MLR deve apresentar diminuição na comparação trimestral, de acordo com as duas casas de análise. O EBITDA consolidado, por sua vez, deve ter queda de 24% na comparação trimestral, de acordo com a análise da XP.

Dentre os prestadores de serviços hospitalares, a XP projeta uma queda sazonal nas taxas de ocupação. A Oncoclínicas (ONCO3) deve apresentar crescimento sequencial, na análise da corretora, mas a projeção é de resultados mistos. Enquanto as receitas líquidas devem aumentar na comparação trimestral, o fluxo de capital pode ser impactado negativamente pelo capital de giro. Esse é o ponto de atenção também destacado pelo BBA. A projeção para margem Ebitda ajustada é de estabilidade, sem perspectivas de redução de custos ou diluição de despesas no trimestre, na visão da XP. O BBA reforça que a companhia deve apresentar o melhor crescimento de receita dentre as empresas sob sua cobertura e que a reestruturação coorporativa da empresa manter a geração de resultados.

Para Fleury (FLRY3), a expectativa é de um quatro trimestre mais suave mas um 2024 promissor, na visão do Bank of America. O banco estima que a rede de laboratórios apresentará crescimento de 7% na comparação anual, com margem Ebitda pressionada em 22,4%. A desaceleração no crescimento de receita líquida do trimestre é uma das projeções do BBA para o nome, assim como o aumento na margem Ebitda de 1,3% na comparação anual, ainda que a empresa possa se beneficiar de sinergias. A visão da XP é menos otimista, com expectativa de resultados ligeiramente negativos. Embora reconheça a possibilidade de aumento na margem EBITDA, a análise considera (assim como o BBA) que a base de comparação torna-se mais fácil, considerando que a Copa do Mundo aconteceu no quarto trimestre de 2022 e reduziu o número de dias úteis. A corretora reforça, ainda, que a alavancagem financeira ainda não é uma preocupação presente mas consome 31% do EBITDA da empresa no período.

A Odontoprev (ODPV3) deve apresentar resultados neutros, na análise da XP, mas apresentar tendências positivas de receita líquida, segundo o BBA. Para o banco, a adição líquida de 75.000 beneficiários na comparação trimestral e o aumento de preços anual pode sustentar o otimismo com o nome. Ainda assim, o BBA faz a ressalva de que o ticket médio pode enfrentar muita pressão, mais do que o esperado em outros segmentos, o que poderia limitar a recuperação da companhia. A previsão do BBA é de receita líquida de R$ 556 milhões no trimestre, com sazonalidade positiva impulsionando a sinistralidade odontológica (DLR, na sigla em inglês) no quarto trimestre para 40,7% (queda de 0,4% na comparação anual). A XP, com visão oposta, considera possível que o DLR apresente ligeiro aumento. Ainda assim, a margem EBITDA ajustada deve aumentar, considerando que a diluição de despesas supera o aumento do DLR.

Dengue deve ter pico de casos até maio: como as empresas de saúde da Bolsa são afetadas?

Planos de saúde, prestadoras de serviços de medicina diagnóstica e varejistas farmacêuticas estão entre as empresas que podem sentir os efeitos do surto da doença em seus números

No ramo das fabricantes de produtos farmacêuticos, o clima quente impactou diretamente o mercado de antigripais e foi um dos protagonistas das teleconferências de resultados no terceiro trimestre. Ao que tudo indica, o quarto trimestre também deve apresentar consequências do aumento das temperaturas na venda de antigripais. Especialmente para a Hypera (HYPE3), a XP considera que o impacto pode se converter no não cumprimento do guidance proposto para 2023, mesmo que as reduções de custos e despesas auxiliem as margens. A expectativa da corretora para os resultados da Hypera é negativo, não somente pela queda de vendas causada pelo calor.

Para a companhia, a XP considera que a dinâmica desafiadora que se impõe no canal de distribuição e nas redes de farmácias de pequeno e médio porte pode fazer com que o nome ainda sofra. O BBA antevê também queda significativa de vendas, em função da necessidade de redução de estoques no canal de vendas e distribuidores. O banco projeta queda de 6% na receita líquida na comparação anual e recuo de margem Ebitda em 250 pontos-base em comparação com o quarto trimestre de 2022. A XP considera que a margem Ebitda pode ser negativamente impactada pela menor alavancagem operacional.

A Blau (BLAU3) tem projeções negativas pela XP e neutras pelo BBA. O crescimento da receita, na visão do banco, deve ser impactado por preços mais baixos e cenário mais competitivo. Ainda assim, as expectativas são neutras para o BBA pela possibilidade de rentabilidade em melhor condição devido ao foco da empresa na gestão de custos e despesas. A estabilidade das receitas é considerado pela XP também, em especial pela aquisição da Bergamo, que impulsionou o desempenho vertical de especialidades da companhia. Ainda assim, na estimativa do Research da XP, a margem EBITDA deve diminuir acentuadamente na comparação com o ano anterior e a deterioração nos resultados operacionais pode impactar o resultado final (projetado em R$ 23 milhões pela XP).

A DASA (DASA3) conta com projeção de leve diminuição trimestral na receita da linha de frente do 4T23 para o segmento de hospitais e oncologia, enquanto o segmento de diagnósticos deve também apresentar impacto negativo. Ambas frentes devem sofrer com impacto da sazonalidade nos volumes e, para o primeiro, a taxa de ocupação também deve ser mais baixa. Assim, a expectativa do BBA é de diminuição consolidada na receita líquida de 4% na comparação trimestral. A visão da XP é igualmente pessimista, com projeção de resultados negativos, materializados por prejuízo líquido ajustado de R$ 157 milhões, em razão de despesas financeiras impactando ganhos.

Por fim, o BBA projeta para Kora Saúde (KRSA3) taxa de ocupação mais baixa no trimestre, também em razão de sazonalidade e aumento de margem EBITDA em 0,4% na comparação anual (para 23,3%). A receita líquida é projeta em R$ 566 milhões para o trimestre. Para Mater Dei (MATD3), o banco estima diminuição de 3% na receita líquida, na comparação trimestral, em R$ 551 milhões no quarto trimestre. A análise sustenta que o número poderá ter como resultado uma menor alavancagem operacional, assim como rentabilidade diminuída no trimestre.

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Liderança

Merck anuncia lideranças para a área de RH no Brasil e América Latina

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A Merck, empresa líder em ciência e tecnologia que completa 100 anos no Brasil em 2023, anuncia que Franciele Ropelato é a nova Head de RH no Brasil. Em uma movimentação de reconhecimento de talentos da empresa, Franciele assume a posição anteriormente ocupada pela executiva Edise Toreta, agora Head de RH LATAM para Healthcare na Merck.

Pós-graduada em Gestão de Negócios pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná e com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, Franciele Ropelato atua desde 2020 na Merck como Business Partner de RH e em sua nova posição também assumirá a liderança da função de recursos humanos no Brasil, além de representar a área como membro do Country Council.

Edise Toreta, que assume o cargo de Head de RH LATAM para Healthcare na Merck, tem mais de 23 anos de experiencia em RH sendo desses, 8 anos Na Merck, ingressou em 2014 como LATAM Regional HRBP para Life Science e Electronics. Em 2019, adicionalmente à essa função, assumiu a responsabilidade de Head de RH no Brasil.

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Fernanda Pimentel é a nova Diretora Médica da Baxter

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Fernanda Pimentel assume a liderança da área médica para a Baxter na América do Sul fazendo parte do Time de Growth & Emerging Markets Medical Leadership, visando garantir o alinhamento das atividades e de todo o portfólio da companhia entre os países.

Médica com visão estratégica, tem amplo conhecimento no avanço de projetos inovadores importantes na área e vasta experiência na construção de equipes de alto desempenho em grandes multinacionais farmacêuticas nos segmentos de Pharma e Consumer em nível local e regional. “Estou muito feliz por esse novo desafio que se inicia. A Baxter é pioneira em inovações médicas significativas que mudaram os cuidados na área da saúde no Brasil e no mundo e me sinto entusiasmada em integrar a equipe”, afirma.

A profissional tem 19 anos de sólida jornada em cargos de execução e liderança médica e 10 anos de experiência na prática clínica e acadêmica no Hospital Universitário da Santa Casa de São Paulo. A nova diretora tem passagens por multinacionais farmacêuticas europeias e americanas, como Eli Lilly & Co, Johnson & Johnson / Janssen, Merck & Co/MSD, incluindo uma startup alemã (Grunenthal). Nos últimos 10 anos, Fernanda atua como Diretora Médica tendo sido parte do Board dessas empresas.

Fernanda possui graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos, residência em Clínica Médica e Gastroenterologia e mestrado em Cirurgia pela Santa Casa de São Paulo.

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