Conecte-se conosco

Negócios

Salux Technology aposta em parcerias OEM para ampliar atuação e universalizar o acesso à tecnologia na área de saúde

Publicado

em

Alianças estratégicas com a Stargrid e Visual Software permitirão incorporar novas soluções cruciais para aumentar a eficiência operacional, inclusive com uso de inteligência artificial, não só na gestão hospitalar, como também em empresas de outros segmentos. Aumento de market share e expansão para novos mercados também está na mira da empresa de tecnologia

A Salux Technology, empresa de tecnologia 100% brasileira, com grande especialização em gestão hospitalar, dá mais um importante passo em sua estratégia de atuar como um provedor completo e único, capaz de auxiliar na resposta eficiente aos diversos desafios que acometem as instituições de saúde, nos âmbitos da gestão, assistencial e também de infraestrutura. A empresa acaba de firmar duas parcerias no modelo OEM, que permitirão incorporar ao seu portfólio soluções altamente especializadas e complementares à sua atual oferta, que atendem não somente  setor de saúde como também a outros mercados. A StarGrid, startup especializada em soluções que utilizam inteligência artificial, e a Visual Software, empresa com 20 anos de mercado, que tem seu foco em consultoria aplicada a negócios, juntam-se à Salux Technology em um momento de crescimento do número de instalações de suas soluções e para consolidar o movimento de investimentos da ordem de R$ 60 milhões, realizados ao longo dos últimos meses, direcionados ao desenvolvimento de novas soluções, parcerias estratégicas, aquisições e estruturação interna da companhia.

De acordo com Murilo Fernandes, CEO da Salux Technology, as alianças têm um papel crucial em apoiar uma série de objetivos de negócios que a companhia estabeleceu para os próximos anos. Isso inclui não só expandir sua atuação no mercado de saúde, aumentando a capilaridade e o market share, como também ingressando em outros mercados de atuação. “Estamos falando de soluções desenvolvidas por especialistas, consolidadas e que já estão sendo utilizadas na prática por grandes organizações em diversos segmentos. Isso eleva ainda mais o patamar de inovação do nosso portfólio”, ressalta.

Outro foco bastante importante dessas parcerias consiste em incrementar a eficiência operacional das instituições de saúde e universalizar o acesso à tecnologia ao disponibilizar para as pequenas e médias organizações recursos antes exclusivos de grandes hospitais.

“Atualmente temos um grupo bem restrito de hospitais no Brasil que conseguem investir da forma como tem que ser e contar com tecnologia de ponta. Mas, são mais de seis mil hospitais no país que levam atendimento à população e que estão fora desse contexto, criando necessidades e, por outro lado, oportunidades de negócios. Por isso, temos trabalhado ao longo desses dois anos na universalização do acesso às soluções premium, normalmente restritas à “bolha” de hospitais, e para levá-las a todos os portes e tipos de instituições. E encontramos agora duas empresas que estão nesse mesmo caminho e partilham da missão de democratizar a excelência e resolver problemas importantes no setor de saúde. Uma sinergia determinante para as alianças”, complementa.

Inteligência artificial para gerenciamento de escalas de trabalho

As soluções que chegam ao portfólio da Salux Technology por meio de mais essas parcerias ajudam a automatizar e otimizar processos importantes na gestão hospitalar, impactando diretamente na eficiência operacional. O processo de criação e gerenciamento de escala de trabalho é um deles. Na maioria das instituições, essa parte do trabalho dos líderes de equipe é realizada manualmente em planilhas de papel ou eletrônicas e leva cerca de 15 dias para ser concluída. Essa informalidade e a falta de padronização acabam gerando uma insatisfação muito grande na força trabalho; provocam, em algumas situações, inobservâncias a regras legais, que podem acarretar processos trabalhistas; causam turnover, aumentam o absenteísmo; e geram desperdício de recursos, em especial pelo crescimento do número de horas extras geradas.

É exatamente para preencher essa lacuna que StarGrid está sendo incorporada no portfólio. Trata-se de uma solução de gerenciamento de escala de trabalho com uso de inteligência artificial que permite uma melhor tomada de decisão e a construção de uma escala mais inteligente, com economia de tempo – o processo pode ser reduzido de dias para cerca de 42 minutos. A solução também traz mais agilidade, permitindo, por exemplo, que os próprios colaboradores façam a troca de suas folgas, que pode ser facilmente autorizada ou não pelo gestor.

De acordo com Guilherme Bunse, CEO da StarGrid, no processo normal os colaboradores têm em média 20% de suas preferências de folga, significando, que das seis folgas que uma pessoa pode usufruir ao mês, apenas uma ocorre quando elas desejam. Já as outras cinco são definidas pelo gestor. “Com a Stargrid invertemos esse polo. Nos comprometemos com 70% de entrega de folgas preferenciais e geramos um ROI que entrega economias superiores a 10 vezes o investimento em nossa solução. E isso tem aderência em todos os tipos de hospitais e ajuda na gestão de um recurso precioso que corresponde a um dos maiores custos de uma instituição, a folha de pagamento”, reforça o executivo.

Automatização processos aquisitivos corporativos

Por sua vez, a parceria com a Visual Software tem por objetivo trazer transparência, agilidade e controle à jornada do processo de compras das mais diferentes naturezas (material médico, materiais de escritórios, medicamentos, serviços, produtos). Atualmente, em média, de 30 a 40% do custo de um hospital está relacionado a compras. O VSSupply, desenvolvido pela empresa e que está sendo incorporado de maneira nativa à solução de gestão da Salux Technology (SX Sigma), já é utilizado há mais de dez anos por grandes grupos hospitalares, objetivando uma gestão mais estratégica e um gerenciamento de ponta a ponta dos processos. Além disso, encurta o prazo de cotação e os processos aquisitivos corporativos em até 90%, tanto em instituições públicas como privadas. Tudo o que antes era realizado por telefone ou e-mail, passa a ser gerenciado, etapa por etapa de cada uma das solicitações de compras, de forma totalmente integrada aos dados que vêm do sistema de gestão de compras e estoque. 

De acordo com Carlos Ganzelli, CEO da Visual Software, a parceria é benéfica para todos os envolvidos. As soluções já estão integradas e podem atender de imediato a grandes hospitais e grupos hospitalares. A expectativa é que, já nos primeiros meses deste ano, tais soluções também estejam aptas a serem estendidas para instituições de médio e pequeno porte. “Para nós, está sendo muito importante poder contar com o background de uma empresa com uma estrutura consolidada como a da Salux e que nos trará uma capilaridade maior para o atendimento de nossos clientes. Também conseguiremos atingir perfis diferentes daqueles que atendemos até então. Mediante a parceria com a Salux, poderemos trazer para os pequenos e médios hospitais, com custos plausíveis do mercado, recursos antes acessíveis prioritariamente aos grandes hospitais. Esse sistema é inteiramente customizável em função das necessidades das diferentes organizações”, finaliza.

Atualidades

Unimed Nacional em crise: operadora receberá aporte de R$ 1 bilhão para reforçar sustentabilidade

Publicado

em

A Unimed Nacional, uma das principais operadoras de planos de saúde do país, atravessa um momento de instabilidade financeira que chamou a atenção tanto do mercado quanto dos órgãos reguladores. Em meio a essa crise, a empresa se prepara para receber um aporte estimado em R$ 1 bilhão, valor que deve ajudar a reequilibrar as contas, ampliar sua capacidade de atendimento e manter a confiança de investidores, clientes e médicos cooperados.

Entenda a crise na Unimed Nacional

A situação financeira delicada da operadora foi agravada pelo aumento expressivo de custos assistenciais, especialmente após a pandemia de Covid-19, bem como por reajustes de planos e desequilíbrios atuariais em determinadas carteiras. Essas questões se somaram a desafios de governança e à necessidade de melhorar a sinergia entre as diversas unidades regionais da Unimed espalhadas pelo país.

Principais fatores que contribuíram para o cenário atual:

  • Crescimento dos custos de procedimentos de alta complexidade e de internações prolongadas.
  • Dificuldades na gestão de sinistralidade, principalmente em contratos coletivos empresariais.
  • Questões de governança, já que a Unimed Nacional precisa alinhar interesses de diferentes cooperativas estaduais e locais.
  • Suscetibilidade às variações econômicas e políticas de saúde, incluindo possíveis impactos regulatórios definidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O aporte de R$ 1 bilhão e seus objetivos

A capitalização de R$ 1 bilhão, anunciada pela gestão da Unimed Nacional, tem como meta principal melhorar a saúde financeira da operadora. Com isso, espera-se:

  1. Reestruturação de passivos: Negociação de dívidas e reorganização da estrutura de financiamento para reduzir encargos e alongar prazos de pagamento.
  2. Fortalecimento de reservas técnicas: A injeção de recursos deve aumentar a capacidade da empresa de honrar compromissos com prestadores, fornecedores e clientes, reforçando a sustentabilidade das operações.
  3. Investimentos em modernização e tecnologia: Para controlar sinistralidade e aprimorar o atendimento, a Unimed Nacional deve intensificar o uso de ferramentas de telemedicina, prontuários eletrônicos integrados e sistemas de inteligência de dados, otimizando custos e processos.
  4. Ampliação da rede e melhoria de serviços: Parte dos recursos pode ser direcionada para ampliar a rede de atendimento e aperfeiçoar a experiência do paciente, garantindo maior satisfação e fidelização.

Possíveis impactos no mercado de saúde suplementar

A Unimed é referência no segmento de cooperativas médicas, reunindo milhares de profissionais de saúde no Brasil. Consequentemente, seus movimentos financeiros e estratégicos têm repercussões além de suas próprias fronteiras.

  • Estabilidade do setor: Uma eventual recuperação sólida da Unimed Nacional pode trazer mais previsibilidade ao mercado de planos de saúde, evitando temores de quebra ou intervenção pela ANS.
  • Concorrência e consolidação: O aporte bilionário reforça a necessidade de manter competitividade frente a outras grandes operadoras privadas, que buscam aquisições, fusões ou estratégias de verticalização para diluir custos.
  • Diálogo com a regulação: A ANS deve acompanhar de perto os desdobramentos do processo de recuperação, avaliando a solvência, as garantias assistenciais e os indicadores de qualidade assistencial para assegurar o cumprimento das normas do setor.

Desafios futuros para a Unimed Nacional

Apesar de o aporte financeiro trazer alívio no curto prazo, alguns desafios estruturais permanecem no horizonte da operadora:

  1. Eficiência na gestão de custos: Será fundamental aprimorar contratos com hospitais, laboratórios e prestadores de serviços, além de intensificar programas de saúde preventiva para reduzir o uso desnecessário de procedimentos de alta complexidade.
  2. Governança e unidade de estratégia: A rede Unimed, por ser composta por diversas cooperativas regionais, precisa alinhar diretrizes comuns, evitando fragmentação administrativa e redundâncias.
  3. Foco na experiência do beneficiário: Em um setor cada vez mais competitivo, oferecer agilidade de atendimento, precisão nos diagnósticos e uma rede ampla e de qualidade pode ser o diferencial para reter e atrair clientes.
  4. Inovação e parcerias: A adoção de inovações tecnológicas, parcerias com startups de saúde e projetos de medicina digital podem ajudar a reduzir custos e melhorar o cuidado ao paciente.

Conclusão

O anúncio de um aporte de R$ 1 bilhão na Unimed Nacional é um marco importante no processo de reestruturação da operadora. Para além de equilibrar o caixa e regularizar passivos, o objetivo é posicionar a empresa em um novo patamar de governança, eficiência e satisfação dos usuários. Esse movimento pode não apenas garantir a sobrevivência da cooperativa, mas também oferecer um sinal positivo ao mercado de saúde suplementar como um todo, indicando que, com planejamento e investimentos adequados, é possível enfrentar momentos de crise e construir modelos de gestão mais sustentáveis.

Fonte: Valor – Em crise, Unimed Nacional terá aporte de R$ 1 bilhão

Continue Lendo

Atualidades

Healthtech Mevo capta R$ 110 milhões em Série B

Publicado

em

Mevo, healthtech brasileira especializada em prescrições digitais, captou R$ 110 milhões em sua série B. O aporte teve como principal investidor a Matrix, tradicional fundo de venture capital sediado em São Francisco, na Califórnia, que já investiu em empresas como a Apple e FedEx  quando ainda estavam começando, e teve a participação da Jefferson River Capital, family office de Hamilton E. James, ex-presidente da Blackstone e atual presidente do conselho da Costco.

Neste ano, a healthtech – que aplicará os recursos recém captados no avanço tecnológico e desenvolvimento de novos produtos – deve superar a marca de 10 milhões de brasileiros atendidos com prescrições eletrônicas e outras soluções digitais.

“Esse investimento não é apenas um voto de confiança em nosso modelo de negócios, mas também um passo crucial para acelerarmos a adoção da prescrição eletrônica no Brasil. Ainda existem muitas instituições de saúde e médicos que não têm acesso a essa tecnologia, e nosso objetivo é desenvolver a melhor solução do mercado para alcançá-los”, comenta Pedro Dias, fundador e CEO da Mevo, que já atende instituições como o Sírio-Libanês, Rede D’Or São Luiz e Oncoclínicas.

Reconhecida por sua expertise em identificar e apoiar startups inovadoras, a Matrix escolheu a Mevo como seu primeiro investimento no Brasil e o segundo, depois de mais de 13 anos, na América Latina. A Matrix possui US$ 2,2 bilhões em Assets Under Management (AUM) e a chegada ao Brasil reforça seu compromisso em apoiar o ecossistema de inovação onde quer que esteja.

“Temos a convicção de que, na próxima década, a prescrição manuscrita será algo do passado. Nosso foco é trazer mais segurança, transparência e qualidade para pacientes e profissionais de saúde, e este investimento nos permitirá continuar perseguindo esse sonho com ainda mais determinação”, completa Pedro.

Anteriormente, a Mevo já havia realizado outras captações seed e série A, entre 2019 e 2022, totalizando aproximadamente R$ 100 milhões levantados, que contaram com a participação de investidores como Floating Point, fundo de venture capital sediado em NY, IKJ Capital, FIR Capital, além de representantes de grupos e famílias de referência como a LTS Investments, dos fundadores do 3G Capital, Paul Fribourg, da Continental Grain Company, e a família Martins do Grupo Martins e Tribanco, entre outros.

Recentemente, a empresa foi selecionada para participar da 4ª turma do Programa Emerging Giants, uma parceria entre o Distrito e a KPMG, para apoiar os próximos passos estratégicos de startups em rápido estágio de crescimento e já consolidadas em seus mercados.

Continue Lendo

Atualidades

Saúde suplementar registra queda em maior parte dos procedimentos

Publicado

em

Com o objetivo de descobrir por que os custos da saúde suplementar vêm aumentando, a 3ª Edição do Balanço Observatório Anahp, publicação trimestral com o panorama financeiro e operacional do setor, apresenta entre os dados, um levantamento específico para o período de 5 anos, de 2019 a 2023. Os números apontam que não houve elevação no uso por beneficiário, e sim uma queda na maior parte dos procedimentos.

Hoje, os usuários de planos de saúde realizam menos consultas médicas e internações do que em 2019. O aumento de custos, mostram os números, ocorre pelo crescimento dos beneficiários e pelo descontrole em itens específicos como exames e terapias.

“A busca por eficiência e o combate ao desperdício precisam partir de uma avaliação técnica, e é isso que buscamos ter com estes números referentes aos últimos 5 anos e que foram analisados do ponto de vista financeiro e operacional”, destaca Antônio Britto, diretor-executivo da Anahp.

Do ponto de vista do custo com os procedimentos cobertos pelos planos de saúde, as terapias e outros atendimentos ambulatoriais cresceram 40% e 31%, em valores reais, respectivamente; e as despesas com consultas médicas baixaram 1%, aplicado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para deflacionar esse valor.

No que se relaciona especialmente às operadoras, dados do segundo trimestre de 2024 mostram um cenário econômico favorável. Os números parciais indicam que o mercado de saúde suplementar vem garantindo algum resultado ou atenuando déficits de sua operação em função do resultado das aplicações financeiras, como aconteceu em 2023 .

Contudo, o indicador de prazo médio de recebimento, que expressa a quantidade média de dias em que o hospital recebe pelo serviço prestado, o prazo segue elevado (cerca de 65 dias) e, sugere dificuldade de negociação entre hospitais e operadoras, com contas hospitalares que levam meses para serem pagas; o que traz maior dificuldades aos hospitais para manutenção de seu fluxo de caixa.

Houve também uma mudança nas provisões técnicas, que são valores contabilizados no passivo da operadora que refletem as obrigações esperadas decorrentes da operação de plano de saúde. Como se pode ver no gráfico abaixo, a PEONA (Provisão para eventos ocorridos e não avisados), passou o PESL (Provisão de eventos/sinistros a liquidar), fato que não ocorria há quatro anos. Isso aponta que as operadoras estão provisionando mais do que antigamente.

O Balanço Observatório Anahp traz dados econômico-financeiros do setor da saúde suplementar é resultado de desdobramento do Observatório Anahp, e para seu conteúdo há duas fontes básicas de dados: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e Sistema de Indicadores Hospitalares da Anahp. Os números contam com a análise da consultoria Arquitetos da Saúde.

Créditos: https://medicinasa.com.br/3-observatorio-anahp/

Continue Lendo

Mais Vistos