ANS propõe criação de planos de saúde restritos a consultas eletivas e exames

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou uma proposta inovadora para criar planos de saúde com foco exclusivo em consultas eletivas e exames, deixando de lado serviços como pronto-socorro, internação e terapias. A ideia é oferecer uma alternativa mais acessível para consumidores, mantendo a cobertura em todas as especialidades médicas e fortalecendo a atenção primária e secundária.


Consulta pública e audiência sobre a proposta

A proposta foi aprovada para consulta pública nesta segunda-feira (12), com o objetivo de colher opiniões da sociedade e dos agentes do setor. Os principais marcos do processo incluem:


Características dos novos planos

Os planos propostos terão foco em consultas médicas e exames diagnósticos, sem oferecer cobertura para emergências, hospitalizações ou tratamentos complexos. Alguns destaques da proposta incluem:


Impacto esperado no sistema de saúde

A ANS projeta que esses novos planos poderão incluir cerca de 10 milhões de brasileiros, ampliando o acesso ao atendimento médico e reduzindo a pressão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). A atenção primária e secundária, que resolve entre 80% e 90% das necessidades de saúde ao longo da vida, será o principal foco.

Benefícios esperados:


Próximos passos e avaliação futura

Ao final dos dois anos do sandbox regulatório, a ANS realizará uma avaliação detalhada dos impactos do modelo experimental para decidir se ele será mantido, modificado ou descontinuado. A proposta busca equilibrar custo e benefício, garantindo maior inclusão no sistema de saúde suplementar sem prejudicar os planos já existentes no mercado.


Conclusão

A criação dos novos planos focados em consultas e exames representa uma tentativa da ANS de atender à demanda por acesso à saúde de forma mais econômica e eficiente. Ao abrir a proposta para consulta pública e debate, a agência busca ajustar o modelo para atender às expectativas dos consumidores e às necessidades do setor. A iniciativa, ainda em caráter experimental, poderá redefinir o acesso à saúde suplementar no Brasil, com o potencial de beneficiar milhões de pessoas e aliviar a sobrecarga do SUS.

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