Brasil tem papel de destaque na aprovação histórica do Acordo de Pandemias da OMS

Durante a 78ª Assembleia Mundial da Saúde, o Brasil votou favoravelmente e ajudou a articular consensos em temas estratégicos. Novo tratado fortalece a preparação global para futuras emergências sanitárias.

O Brasil teve participação de protagonismo na aprovação do Acordo de Pandemias, marco internacional adotado nesta terça-feira (20) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), durante a 78ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra. O tratado estabelece compromissos legais e concretos entre os países para responder de forma mais equitativa, coordenada e eficaz a futuras emergências de saúde pública — aprendizados fundamentais após a pandemia de COVID-19.

Com 124 votos favoráveis e nenhuma oposição, o acordo agora segue para implementação nacional, dependendo da ratificação por parte dos países signatários.

Participação ativa do Brasil

O Brasil ocupou a vice-presidência do Órgão de Negociação Intergovernamental (INB) e atuou como copatrocinador da resolução que encaminha os próximos passos para que o acordo entre em vigor. Durante os três anos de negociação, a delegação brasileira contribuiu para consensos em temas sensíveis, como:

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, ressaltou o papel estratégico do Brasil:

“Contribuímos para facilitar consensos em pontos críticos, especialmente aqueles relativos à cooperação, ao financiamento e ao futuro PABS. Agora, é fundamental avançar com rapidez para a conclusão desse sistema.”

O que prevê o Acordo de Pandemias?

O novo tratado internacional cria obrigações legais para os países signatários em áreas como:

Para o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o acordo representa uma conquista coletiva:

“Ele garantirá que, coletivamente, possamos proteger melhor o mundo contra futuras ameaças pandêmicas.”

Um novo ciclo de cooperação global

A aprovação do Acordo de Pandemias não encerra um processo, mas inaugura uma nova fase de solidariedade, vigilância e preparação conjunta para desafios sanitários globais. O Brasil reafirma seu compromisso com os princípios de equidade, direitos humanos e desenvolvimento sustentável, assumindo um papel de liderança ética e técnica no cenário internacional da saúde.

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