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Conheça o plano da Raia Drogasil para crescer com hubs de saúde

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RD Saúde, nova marca corporativa do grupo, vai focar no aumento do atendimento primário de saúde nas farmácias e no campo Digital, o que pode ajudar a desafogar unidades de pronto socorro

Com mais de 3 mil farmácias no Brasil, o grupo RD Saúde — operador das redes Raia e Drogasil — aposta em uma nova frente para crescimento dos negócios, a saúde primária do cliente, transformando as farmácias tradicionais em hubs de saúde, integrando as vendas de produtos e medicamentos ao atendimento básico, experiência digital, marcas próprias e assim ampliar a oferta de produtos e serviços. A nova estratégia do grupo está dividida em duas grandes frentes, Nova Farmácia e Plataforma de Saúde.

A mudança no nome da marca (antes apenas RD) visa destacar o enfoque do grupo em saúde como um todo, afirmou à DINHEIRO o CEO da RD Saúde, Marcilio Pousada. Isso acontece em um momento em que todo o setor aposta na ampliação dos serviços de saúde dentro das farmácias, uma prática que não é nova, mas como se fosse uma volta ao passado, quando os farmacêuticos faziam o primeiro atendimento. “O farmacêutico é um profissional de saúde altamente preparado e treinado para cuidar desses casos”, afirmou.

Os serviços de atenção básica nas farmácias, segundo Pousada, têm potencial para reduzir em até 80% os atendimentos nos prontos socorros das redes pública e privada. Um número que impressiona, ainda mais quando pensamos nas unidades sobrecarregadas em épocas de gripe, por exemplo.

Somente em 2023, as farmácias do grupo realizaram mais de 3,5 milhões de atendimentos de atenção primária. O executivo explicou que a estratégia para este atendimento de entrada está baseado em quatro pilares:
• Promoção de Saúde,
 Proteção,
 Prevenção,
 Primeiro Ate­ndimento.

No primeiro, oferecem exames como bioimpedância; em Proteção, aplicando vacinas; no pilar Prevenção, avisam aos clientes sobre tratamentos e compra de remédios; e por fim, no primeiro atendimento, onde se pode fazer testes de doenças, medir a pressão arterial e etc.

O CEO contou que em 2023 o grupo deu passos relevantes na construção dos hubs de saúde, e para 2024 a projeção é seguir avançando na prestação de serviços farmacêuticos e também em imunização, onde já são relevantes na vacinação contra Herpes Zoster e Dengue.

Estes serviços são dos mais promissores vínculos de engajamento com os clientes, apoiando-os na jornada de saúde e contribuindo de forma relevante para o aumento do seu Lifetime Value (LTV) — ou seja, o valor que o cliente pode gastar em sua empresa ao longo da vida.

“Pretendemos entrar em contato com os planos de saúde. Fazemos um atendimento básico e eles repassam um valor por vida. Assim o paciente não pagaria nada na farmácia.”
Marcilio Pousada, CEO da RD saúde

Com a Plataforma de Saúde, a ideia é ampliar o escopo, desenvolvendo soluções para apoiar a jornada dos clientes, como na adesão a tratamentos, promoção de hábitos saudáveis, bem como no acesso a um marketplace de serviços que inclui exames laboratoriais e tele consultas.

A plataforma digital integrada deverá oferecer em breve um teleatendimento virtual por meio dos farmacêuticos, que poderão fazer uma espécie de triagem e indicando o caminho a ser tomado pelo paciente.

Pousada afirmou ainda que a rede faz muitos atendimentos primários nas áreas mais nobres das cidades, onde um cidadão que quer fazer um teste de doença ou uma solução rápida, prefere pagar pelo serviço individual a ter que dar entrada em um pronto-socorro, mesmo que privado. “Pretendemos entrar em contato com os planos de saúde para que possamos aprimorar essa relação, nós fazemos um atendimento básico e eles nos repassariam um valor por vida, assim o paciente não pagaria nada na farmácia e ajudaria a desafogar os hospitais da rede”, afirmou.

Além disso, o grupo investiu em startups através da RD Ventures, que atuam em promoção da saúde (Vitat e Healthbit), acesso e adesão ao tratamento (ManipulaêCuco e Safepill) e consultas e exames (Amplimed e Labi). Em 2024, o grupo quer avançar na integração dos ativos na área, incluindo os hubs de saúde e o programa próprio de benefícios em medicamentos, para criar um ecossistema integrado de saúde, focado tanto em consumidores quanto em empresas e operadoras de saúde.

Para Pousada, esses diferentes negócios e canais, sejam físicos ou digitais, se complementam e se reforçam, começando com a conquista do cliente e com a sua digitalização, que ocorrem geralmente nas lojas, com baixo custo marginal de aquisição (CAC), e culminando no aumento da frequência e do gasto, frutos da fidelização gerada por meio da digitalização do relacionamento, da intensificação dos vínculos de engajamento e da ampliação da gama de produtos e serviços oferecidos tanto nas lojas, quanto nas plataformas digitais.

EM NÚMEROS

• Em 8 de março, a RD Saúde inaugurou a unidade de Itapipoca (CE), que foi a loja número 3 mil do grupo, que tem também 14 centros de distribuição, 57 mil funcionários e atende aproximadamente 1 milhão de clientes por dia.
• Em 2023 foram 270 novas lojas e 14 fechamentos.
• No ano passado, o faturamento totalizou R$ 36,3 bilhões, com alta de 17,4% ante 2022 – sendo um avanço de 8% nas lojas maduras.
• A participação de mercado saltou 0,9 ponto percentual em 2023, para 16,1% em todo o País.
• O valor de mercado da companhia, em 27 de março, estava em R$ 47 bilhões.

Para 2024, o grupo quer manter o crescimento acelerado, com ganhos relevantes de market share com abertura de 280 a 300 novas farmácias no ano – que representará um aumento de base em torno de 10%, com taxa interna de retorno (TIR) real esperada na casa de 25%, já descontada a canibalização.

Além disso, contam com a maturação do portfólio atual de farmácias e também o crescimento sustentado nas lojas maduras em patamares acima da inflação.

No que diz respeito aos serviços, na Nova Farmácia, a RD Saúde já ampliou a oferta de serviços farmacêuticos para 1.900 unidades, sendo 304 delas autorizadas a aplicar vacinas. Com esse número, o grupo realizou mais de 3,5 milhões de serviços de saúde, e aplicou 160 mil doses de vacinas no ano passado.

ON-LINE

• Desde 2019, a penetração dos canais digitais foi de 1,5% da receita para 16,7% ao final de 2023, atingindo R$ 5,1 bilhões no ano, um crescimento anual de 57,5%.
• A inclusão de clientes digitalizados nas vendas totais, tanto os físicos como digitais, já se aproxima de 20%.
• A base de clientes ativos do grupo finalizou 2023 em 47,6 milhões, dos quais 6,4 milhões são clientes assíduos, com frequência média de 24 compras por ano.
• Desses, 1,8 milhão, ou 28% dessa base, já utiliza os canais digitais e sua frequência alcança 30 transações por ano.

O Stix, programa de fidelidade criado pela RD Saúde em sociedade com o Grupo Pão de Açúcar encerrou 2023 com 4,8 milhões de clientes ativos, dos quais 2,7 milhões que resgataram R$ 200 milhões em pontos no ano. Em 2023, menos de 3% de pontos Stix expiraram e 55% dos pontos gerados no programa foram resgatados na RD.

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Como a Inteligência Artificial está transformando a cardiologia: insights do ACC 2025

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A edição de 2025 do Congresso Anual do American College of Cardiology (ACC), um dos mais importantes eventos da cardiologia mundial, reforçou um ponto incontestável: a Inteligência Artificial (IA) já está integrada à prática clínica cardiovascular. Os dados e reflexões a seguir têm como base o relatório detalhado elaborado pelo Dr. Rafael Otsuzi, médico cardiologista e referência em inovação em saúde, que acompanhou de perto as discussões mais relevantes do evento.

Em seu relatório, o Dr. Otsuzi destacou que o congresso deste ano teve sessões dedicadas exclusivamente à IA, com foco tanto nos fundamentos da tecnologia quanto em aplicações práticas já disponíveis para os profissionais de saúde.

Avanços diagnósticos que superam expectativas

Um dos pontos mais enfatizados por Rafael Otsuzi foi o impacto da IA no diagnóstico por imagem e eletrocardiografia. Ferramentas como o EchoSolv-AS alcançaram precisão de 100% na detecção de estenose aórtica grave, enquanto algoritmos treinados com dados de ECG se mostraram mais eficazes do que exames laboratoriais em prever risco cardiovascular em determinados contextos.

Outro exemplo citado no relatório é o AI-QCT, que demonstrou ser mais eficaz na predição de eventos cardíacos em mulheres — uma população historicamente subdiagnosticada — do que os métodos tradicionais de estratificação de risco.

IA ampliando acesso à saúde e otimizando fluxos

O relatório do Dr. Otsuzi também aborda a capacidade da IA de reduzir desigualdades. A tecnologia tem permitido, por exemplo, que enfermeiras sem formação específica em imagem capturem exames com qualidade compatível à de especialistas, por meio do software HeartFocus. Além disso, soluções como Health360x™ estão revolucionando a inclusão de minorias em ensaios clínicos, com taxas de sucesso de triagem de 100%.

Já em pacientes com insuficiência cardíaca, biossensores conectados a IA têm antecipado crises, permitindo intervenções antes da descompensação clínica — o que representa um novo patamar de monitoramento contínuo e preventivo.

O laboratório do futuro já é presente

No “Cath Lab do Futuro”, tema de uma das sessões do ACC.25, o Dr. Otsuzi relata que a IA já está sendo usada para documentar automaticamente procedimentos, prever complicações e até mesmo ajudar na manipulação de cateteres. Fora do centro cirúrgico, a tecnologia tem papel cada vez mais relevante na gestão hospitalar, otimizando escalas, agendamentos e alocação de recursos.

Ética, regulação e o papel do médico

Apesar do otimismo, o relatório também destaca os desafios éticos e legais no uso da IA. Questões como privacidade de dados, validação clínica de algoritmos e transparência na tomada de decisão foram amplamente discutidas. O American College of Cardiology publicou recomendações sobre o uso seguro e responsável da tecnologia, que devem ser seguidas por instituições e profissionais.

Para o Dr. Rafael Otsuzi, mais importante do que dominar o funcionamento interno dos algoritmos é o entendimento crítico de sua aplicação, seus limites e seu potencial. “A tecnologia deve ser um instrumento a serviço do cuidado humano — e não o contrário”, afirma.

Conclusão

Com base no relatório do Dr. Rafael Otsuzi, fica evidente que a Inteligência Artificial não é apenas uma tendência, mas uma realidade transformadora no cuidado cardiovascular. Sua incorporação responsável, ética e baseada em evidências poderá elevar os padrões de qualidade, segurança e personalização do tratamento.

A cardiologia do futuro já começou — e é papel de cada profissional da saúde entender como contribuir para que ela seja, de fato, mais humana e mais precisa.


Artigo baseado no relatório do Dr. Rafael Otsuzi
Médico cardiologista | Inovação em saúde


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Cresce de forma preocupante o uso de medicamentos controlados no Brasil, alerta estudo nacional

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Consumo sem prescrição médica é impulsionado por automedicação, mercado paralelo e banalização de substâncias perigosas; mulheres e adolescentes são os mais afetados.

O Brasil está enfrentando um preocupante aumento no consumo de medicamentos controlados, muitos deles adquiridos sem receita médica. O alerta vem de um levantamento nacional conduzido pela Universidade Federal de São Paulo, em parceria com o Ministério da Justiça, que aponta um crescimento expressivo no uso de analgésicos opioides, tranquilizantes e estimulantes — especialmente entre mulheres e adolescentes.

Segundo o estudo, o uso de benzodiazepínicos, medicamentos tranquilizantes geralmente indicados para tratar ansiedade e insônia, atingiu 14% da população brasileira em 2023, com ou sem prescrição médica. Em 2012, o índice era de 9,8%. Já o consumo de analgésicos opioides, como morfina e fentanil, utilizados para tratar dores intensas, teve um aumento superior a oito vezes no mesmo período.

A popularização do uso recreativo ou desregulado dessas substâncias está ligada a uma série de fatores: pressão por desempenho, facilidade de acesso via internet e redes paralelas de distribuição, e a crença equivocada de que esses medicamentos são inofensivos.

Para o psiquiatra Luiz Gustavo Zoldan, do Hospital Israelita Albert Einstein, o uso correto dessas drogas tem papel essencial na saúde. “São medicamentos extremamente relevantes quando bem indicados. Opioides aliviam dores agudas, tranquilizantes auxiliam no controle da ansiedade, e os estimulantes tratam quadros de TDAH”, explica. No entanto, ele alerta: o uso contínuo e sem acompanhamento pode gerar dependência, convulsões e até levar à morte.

Um caso emblemático é o da modelo Maria Luiza Vilhena, que enfrentou uma dependência severa por seis anos. “Minha psiquiatra disse que não sabe como eu sobrevivi às doses. A abstinência foi um verdadeiro inferno”, conta. Após um ano de reabilitação, ela conseguiu retomar sua vida, mas alerta para os riscos da automedicação.

O impacto da banalização dessas substâncias já começa a ser considerado um problema de saúde pública, e o governo federal está atento à ameaça de que o Brasil repita a epidemia de opioides enfrentada pelos Estados Unidos. Lá, mais de 100 mil pessoas morreram por overdose em um único ano.

A secretária nacional de Política sobre Drogas, Marta Machado, reforça a importância da prevenção e do controle rigoroso: “O governo está empenhado em evitar uma tragédia como a que ocorreu no hemisfério norte. É fundamental fortalecer a regulação sobre o mercado lícito, controlar prescrições e ampliar campanhas de conscientização para a população”.

Os dados preliminares também revelam que quase 5% dos adolescentes brasileiros já usaram calmantes sem receita e que uma em cada cinco mulheres já fez uso de tranquilizantes, com ou sem prescrição médica. Para especialistas, os números reforçam a urgência de políticas públicas que equilibrem o acesso ao tratamento com o combate ao uso indevido.

O relatório completo será divulgado nos próximos meses, e deve servir de base para uma nova estratégia nacional de regulação, prevenção e educação sobre o uso de medicamentos controlados no país.

Fonte: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/04/01/uso-de-medicamentos-controlados-comprados-muitas-vezes-sem-prescricao-medica-tem-crescimento-alarmante-no-brasil.ghtml

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USP lidera avanço científico nacional com coordenação de 26 novos INCTs

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A Universidade de São Paulo reafirma sua posição de protagonismo na ciência brasileira ao liderar mais de 21% dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia selecionados na nova chamada do CNPq.

A Universidade de São Paulo (USP) foi selecionada para coordenar 26 dos 121 novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) aprovados na chamada mais recente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O resultado preliminar foi divulgado no dia 20 de março e representa um marco na história do programa, com um volume recorde de recursos e número de propostas submetidas.

Somente no estado de São Paulo, 37 projetos foram aprovados — o que coloca a USP à frente, com mais de 70% da representatividade paulista e 21% de todos os institutos selecionados nacionalmente. A iniciativa, que contará com investimento total de R$ 1,45 bilhão, visa fomentar pesquisas interdisciplinares de impacto e criar redes cooperativas entre universidades e centros de excelência no Brasil e no exterior.

Segundo o presidente do CNPq, Ricardo Galvão, professor do Instituto de Física da USP, essa é “uma das chamadas mais robustas da história do programa”, com investimentos cinco vezes maiores que na edição anterior e aumento do teto de financiamento para até R$ 15 milhões por proposta.

“A participação da USP reflete a qualidade da nossa pesquisa e seu comprometimento com temas estratégicos para o enfrentamento de problemas sociais”, destacou o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior, ressaltando ainda o alinhamento com a política institucional da universidade, voltada à colaboração entre centros interdisciplinares.

Temas estratégicos: IA, saúde e sustentabilidade

Entre os novos institutos coordenados pela USP, destacam-se projetos voltados à inteligência artificial, saúde pública e prevenção de catástrofes ambientais. Um dos exemplos é o INCT em Inteligência Artificial para o Bem Social, liderado por André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC). A iniciativa buscará soluções baseadas em IA para desafios relacionados à inclusão, saúde, cidadania e sustentabilidade, reunindo 80 pesquisadores de todo o Brasil — 40% deles mulheres — e unidades da USP como a Poli, EESC, MAC, EACH e HCFMUSP.

Outro destaque é o INCT “Prev-AVC”, coordenado pela professora Suely Kazue Nagahashi Marie, da Faculdade de Medicina da USP. O projeto tem como objetivo rastrear fatores de risco e implementar protocolos de tratamento para hipertensão, diabetes e dislipidemia, a fim de reduzir a mortalidade por AVC. Também buscará biomarcadores em vesículas extracelulares, com colaboração de instituições internacionais dos Estados Unidos, Austrália e Dinamarca.

Avanço nacional e internacional

Com a nova chamada, o Brasil passará a contar com 221 INCTs, ampliando em 10% a rede atual. A trajetória do programa, iniciado em 2008, tem promovido avanços científicos expressivos, com mais de 1.800 parcerias nacionais e mais de 1.300 colaborações internacionais — além de cooperação com mais de 500 empresas brasileiras e 139 estrangeiras.

Para 2025, os recursos foram aportados por diversos órgãos e fundações, incluindo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), a Fapesp, Capes, Faperj, Fapemig e outras agências estaduais.

Além de gerar conhecimento de ponta, os INCTs têm papel estratégico na formação de recursos humanos altamente qualificados e na formulação de soluções aplicáveis para problemas sociais, ambientais e tecnológicos do Brasil.

A contratação dos projetos está prevista para ocorrer até maio, após a análise dos recursos e divulgação do resultado final da chamada.

Conteúdo USP: https://jornal.usp.br/comunicados/usp-vai-coordenar-26-novos-institutos-nacionais-de-ciencia-e-tecnologia-incts/

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